8 de nov de 2007

10 melhores viagens de vinho do mundo

O site Forbes Traveller escolheu as 10 melhores viagens de vinho do mundo. São roteiros de sonho para qualquer enófilo!

Claro que essas recomendações não são para qualquer mortal, mas se você estiver com a carteira recheada, aproveite essas dicas. Se não estiver, apenas sonhe...

Tunísia e Mediterrâneo

Embarque no luxuoso iate a vela Sea Cloud, no qual 55 passageiros viagem em alto estilo de Malta para a Sicília, Tunísia e a ilha de Pantelleria. Os proprietários de um restaurante estrelado (pelo Michelin) na Provence são os anfitriões da viagem, que oferece cursos de culinária e degustação e apresentam os viajantes, de forma personalizada, a diversos enólogos.


Priorato, Espanha

A região de Priorato, localizada a duas horas de carro ao sul de Barcelona, estava praticamente abandonada até 2 décadas atrás devido ao inóspito terreno montanhosos e ao solo bastante pobre. Porém, Carles Pastrana e outros poucos enólogos criaram uma nova sensação no mundo dos vinhos, recuperando antigos vinhedos de Garnacha e Cariñena, instalando um sistema de irrigação e introduzindo novas variedades. Hoje, a produção de Pastrana, os vinhos Clos de l'Obac figuram regularmente na lista dos 150 melhores vinhos do mundo.

Faça uma viagem de helicóptero à vinícola Costers del Siurana com o próprio Pastrana, partindo de Barcelona e aproveitando um refeição harmonizada de 6 etapas em meio aos vinhedos.


África do Sul

Inicie sua viagem em Johannesburg, hospedando-se no magnífico Hotel Michelangelo. A seguir, pegue um vôo para a Reserva Mala Mala, vizinha do Parque Nacional Kruger, hospedando-se no Londolozi. E pegue um trem para ir de Pretória à Cidade do Cabo no luxuoso trem Rovos.

Usando a Cidade do Cabo como sua base, explore as regiões vinícolas em torno dela. Alugue um carro e parta para o encantador Vale Franschoek, onde poderá degustar vinhos com o enólogo Achim von Arnim em sua vinícola Haute Cabrière, que produz o melhor espumante do país, Pierre Jourdan.


Nova Zelândia

Esse país é o segredo vinícola mais bem guardado, mas atualmente está se espalhando tão rapidamente quanto os vinhos de kiwi (???). Inicie a viagem em Auckland e aproveite as vinícolas Goldwater Estate e Stonyridge, na ilha de Waiheke. Voe para a região de Hawke’s Bay para explorar a cultura Maori. Aproveite o dia e hospede-se no charmoso Mangapapa Lodge. Vá de carro até Martinborough, um oásis vinícola em Wairarapa, degustando os elegantes Pinot Noir das vinícolas Palliser e Ata Rangi.

A seguir, vá para Blenheim, o centro da região vinícola de Marlborough, para provar os Sauvignon Blanc intensamente aromáticos e os bombásticos Rieling. Aproveite um degustação na mais famosa vinícola da Nova Zelândia, Cloudy Bay, e finalize a viagem em Queenstown, explorando o Parque Nacional Fiordland.


Mendoza, Argentina

Quando se fala em vinhos, a Argentina é normalmente ofuscada por seu vizinho mais famoso, o Chile. Apesar disso, o país é o quinto maior produtor mundial de vinhos, famoso por sua uva emblemática, a Malbec. E como menos de 6% de sua produção é exportada, é bem provável que você nunca tenha experimentado a maioria dos vinhos de Mendoza.

Hospede-se no Park Hyatt, lindamente restaurado, com sua fachada colonial-espanhol do século XIX. A uma hora em direção ao sul, localiza-se o magnífico Valle de Uco, onde encontram-se os vinhedos mais altos da Argentina. Visita a O. Fournier, famosa por sua produção que utiliza apenas a força da gravidade e dê uma parada em Luján de Cuyo, considerada o berço do movimento vinícola moderno naquele país. Na Bodega Achaval Ferrer, deguste o Finca Altamira Malbec 2002 que ganhou 94 pontos da revista Wine Spectator.


Alentejo, Portugal

Ao sul de Portugal, estendendo-se do Atlântico à fronteira da Espanha, localiza-se a mágica e relativamente desconhecida região vinícola do Alentejo, onde enólogos pioneiros trabalham principalmente com uvas locais. Visite as florestas de cortiça e castelos mouros abandonados, entre um tour vinícola e outro. Em Évora, uma cidade pintada de branco e considerada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, hospede-se no Convento do Espinheiro, transformado em um hotel 5 estrelas com um fabuloso spa.

Acrescente dois dias em Lisboa e faça também um cruzeiro pelo rio Douro (famoso pelos vinhos do Porto) em um barco particular, conhecido como rabelo.


Napa e Sonoma, Estados Unidos

Napa e Sonoma, é claro, têm algumas das mais melhores acomodações, paisagens, restaurantes e comidas artesanais do mundo, bem como grandes corporações industriais e pequenas vinícolas-boutique.

Inicie sua viagem em Napa, onde você pode escolher dentre mais de 230 vinícolas, aquelas que atendam seu gosto e estilo. Hospede-se no espetacular Auberge du Soleil, contemplando os vinhedos do vale. Jante no famoso French Laundry, um dos restaurantes americanos que recebeu 5 estrelas do Guia Michelin. A seguir, siga para Sonoma, onde você poderá conhecer Davis Bynum, um pioneiro da Pinot Noir no vale do Russian River. O passeio inclui uma caminhada pelo jardim "permaculture" (???) e explicações sobre os processos orgânicos adotados pela vinícola.


Piemonte, Itália

Quando se ouve sobre "férias de vinho italianas", a maioria das pessoas logo pensa na Toscana. Genevieve McCarthy, da Cellar Tours, ao contrário, pensa no Piemonte, que produz os vinhos Barolo e Barbaresco, feitos com a uva Nebbiolo. "São vinhos untuosos, com cor profunda, que necessitam envelhecer uma eternidade", ela diz.

Além de ser a menos turística das regiões italianas, os vinhos e a gastronomia do Piemonte são espetaculares. Planeje sua viagem para coincidir com a famosa colheita de trufas do outono. Visite Roagna, uma charmosa vinícola familiar, e dê uma parada na Vinícola Mossio, que produz um Dolcetto top, que oferece um contraste leve aos típicos vinhos encorpados da região. Hospede-se no Relais San Maurizio, lugar do famoso spa de vinho Caudalie, onde você pode se regalar com esfoliações com sementes de uva e banhos de vinho. Ou então, hospede-se no aconchegante e confortável La Villa, um hotel 4 estrelas em Monbaruzzo.


Tokaj, Hungria

Muito embora a Hungria seja afamada por seu vinho de sobremesa desde o século XVII, a produção de vinhos sofreu um duro golpe com a cortina de ferro. A indústria vinícola só foi privatizada em 1991, quando então atraiu muitos investimentos estrangeiros. Atualmente, a Hungria voltou a produzir vinhos de qualidade internacional.

Inicie sua viage com alguns dias em Budapeste, uma das grandes cidades da Europa. Depois, vá para a região do Tokaj, onde você poderá explorar a famosa vinícola Chateau Megyer. Hospede-se no pitoresco Castelo Lillafüred, cercado por jardins suspensos e uma cachoeira. Na volta, dê uma parada na cidade de Eger, com uma arquitetura característica de influências turcas.


Borgonha, França

Aqueles que apreciam com seriedade o vinho, podem passar uma semana inesquecível na Borgonha, desenvolvendo capacidade de perceber as sutis diferenças entre um vinho de uma colina do outro da colina ao lado. Clive Coates, um renomado crítico de vinhos, coordena um curso de mestre, limitado a 10 participantes. Todos os dias, os passeios incluem visitas a prestigiosos "domaines", degustações orientadas e jantares íntimos com os enólogos.

A 8.700 dólares por semana, a viagem é bastante personalizada e exclusiva. Só as degustações de alguns dos 200 Grand Crus e Première Crus e safras raras valem no mínimo 8.500 dólares.

2 comentários:

Renato disse...

Qualquer lista de roteiros de vinhos que nao coloque, nem que seja em ultimo lugar, a Toscana nao deve ser levado a serio.

Anônimo disse...

Realmente, meu Caro Confrade Oscar e demais leitores, as dicas são um sonho maravilhoso para quem ama o vinho. Aconselho que não desistam, não abram mão dos seus desejos...

Tive o privilégio de uma viagem dessas, no mês de outubro último, sem gastar muito. Comecei pelo roteiro do Filme Sideways, na região de Santa Bárbara, em Los Olivos, Solvang e Buellton. Almocei no Café Los Olivos e Jantei no Rest. Hitching Post II, onde rodou aquela famosa cena do jantar, em que Miles passa dos limites vínicos e acorda a ex-noiva com um telefonema choroso...Fui muito bem recebido pelo Chef Frank Ostini e degustei o Bien-Nascido e o Hitching Post Highliner, dois belos exemplares de Pinot Noir da Casa (degustados no vasto balcão de madeira do Bar do Rest. pelos dois amigos e a garçonete Maia, no filme), fazendo o acompanhamento para uma costeleta de cordeiro grelhada na brasa.

Depois, fui subindo a "One-O-One", até São Francisco, de automóvel alugado, até atingir o Napa Valley. Realmente, fiquei surpreso com a quantidade de vinhedos margeando a bela estrada do Vale e a Silverado Trail. As Vinícolas de que mais gostei foram a de Robert Mondavi que, aos 94 anos de idade ainda se dedica aos negócios do vinho e a do Cineasta aposentado Francis Ford Coppola, onde a recepção é fantástica e onde, no final do tour pelos vinhedos, degustei o grande Cask Cabernet, um varietal de C.S. que fascina. Depois, o Sonoma... Mas é uma estória muito longa!

Realmente, os vinhos de lá são muito bons, como os de Carneros, apesar de os preços ser muito elevados.

Abs.

Neri Cavalheiro