9 de mai. de 2008

Apoio ao vinho nacional


A vitivinicultura brasileira será protegida contra a concorrência dos vinhos finos estrangeiros que aportam no país, foi a promessa do ministro Miguel Jorge nesta quinta (08) aos representantes de toda a cadeia produtiva do vinho, liderados pelos deputados Henrique Fontana e Pepe Vargas.

Entre as prováveis ações do governo está o aumento do valor mínimo de US$ 8,00 cobrados por caixa de 12 garrafas, além da elevação da TEC do Mercosul, de 27% para 35%. O Brasil vai sentar-se à mesa com a Argentina e o Chile para rediscutir e aumentar o valor.

Hoje, 74% dos vinhos finos consumidos no Brasil são estrangeiros, 20% argentinos, 24% chilenos e 30% outros, e só 26% do vinho é nacional.

(notícia veiculada na página de Affonso Ritter - www.affonsoritter.com.br)

3 de mai. de 2008

Produtos para Enófilos X


Seus convidados chegaram, estão todos com o bico seco, e você esqueceu de gelar o vinho branco... Completo desespero! Sem chance de esperar meia hora até que a garrafa no balde de gelo atinja a temperatura adequada. O que fazer?

Seus problemas acabaram! Chegou o RAVI Instant Wine Chiller, uma invenção canadense que promete gelar seu vinho na hora.

A engenhoca é tipo uma pequena serpentina, feita com o mesmo aço utilizado em tanques de fermentação, envolta em um líqüido que se torna muito, mas muito gelado, quando ela é guardada no congelador. O RAVI deve ser acoplado na boquinha da garrafa e, à medida em que o vinho passa pela serpentina, vai sendo gelado.

Uma entrada de ar, controlada com o dedo, permite aumentar ou diminuir a velocidade do serviço, prá mode obter a temperatura ideal de cada vinho. Você pode tanto dar uma leve resfriada em seu tinto, quando dar aquela quase congelada em seu branco!

Simples e genial, não é? Essa praticidade está a venda na amazon.com e custa 49,95 dólares.

1 de mai. de 2008

28 de abr. de 2008

Dica Eno-cinematográfica


O filme Caminhando nas Nuvens é estrelado por Keanu Reeves, a desconhecida Aitana Sanchez-Gijon e o legendário Anthony Quinn. Tem a direção de Alfonso Arau (aquele do excelente Como Água para Chocolate).

Com um roteiro improvável, conta a história de um ex-soldado que aceita fazer o papel de marido da filha grávida de um despótico e milionário vinhateiro mexicano de Napa Valley. O final, a gente já pode imaginar, não é?

Bem, se eu estou falando tão mal assim, por que estou dando essa dica? Porque para um enófilo, o filme é imperdível! A fotografia é belíssima, do início ao fim, mostrando os vinhedos e a vinícola de uma forma magistral.

As cenas da colheita e da pisa, embora um pouco piegas, são inesquecíveis. Mas o ponto alto do filme é a cena da geada que, embalada pela magnífica trilha sonora de Maurice Jarre, é prá lá de emocionante e de uma beleza plástica memorável!

Vale a pena! Vá correndo até sua locadora e peça esse DVD! Embora seja de 1995, com certeza eles devem ter!

Eu garanto que quem gosta de vinho vai assistir esse filme mais de uma vez, exatamente como vou fazer agora!

10 de abr. de 2008

Degustação da Compagnie de Vins de France

(colaboração de Teresa Jóia)


Em 30 de agosto de 2007, participei da degustação da Malbec de France, da Compagnie de Vins de France, oferecida pela representante comercial no Rio de Janeiro, a simpática Brigitte Stida. E ao final, por problemas de logística, não chegaram os outros dois vinhos da Compagnie, e ficou o convite para, assim que chegassem, uma nova degustação seria realizada. E assim foi feito.

Novo encontro foi realizado na ABS-RJ no dia 18 de março.

Trocamos figurinhas entre o Impernal, 100% Malbec, e o Les Paradis, também 100% Malbec.

Minhas impressões foram as melhores: "entre os três, meu coração balança"... Com certeza, os novos vinhos pedem acompanhamentos, mas são igualmente singulares, de boa persistência, esplêndidos aromas e de côr maravilhosamente rubi.

Agradeço mais uma vez a Brigitte pela oportunidade de degustar vinhos maravilhosos e de passar algumas horas em ótimas companhias!

Kátia Miranda, Brigitte Stida e Teresa Jóia

 

8 de abr. de 2008

's Baggers - O Restaurante dos Jetsons

Foi recentemente inaugurado em Nüremberg, na Alemanha, uma casa futurista, totalmente automatizada, que está fazendo um sucesso estrondoso. Trata-se do 's Baggers, um restaurante que não faria feio se George e Jane Jetson decidissem aterrisar por lá.

Os pedidos são feitos num monitor touch screen - aquele em que você só seleciona com o dedo a opção desejada. Na tela, além do preço, pode-se verificar a foto dos pratos e informações sobre os nutrientes.
O comando é enviado diretamente à cozinha, que prepara tudo na hora e, após alguns minutos - tchan, tchan, tchan, tchan... - o prato é enviado para sua mesa deslizando por trilhos que serpenteiam o espaço aéreo do restaurante e oferecem um toque de Guerra nas Estrelas ao ambiente.

A carta de vinhos tem poucas e boas alternativas! Confiram ao lado! As garrafas tambem são enviadas pelos ares, mas o site do restaurante não explica como é feito o serviço. Será que também tem um robot-sommelier que abre e serve o vinho?

E, ao final, ainda tem a vantagem, é claro, de não precisar pagar os 10%!

Quem ficou curioso, pode conferir o vídeo promocional abaixo. Infelizmente é em alemão, o que para mim é grego! Mas só olhar as imagens dos pratos valsando pelo ar, já vale dar uma espiadinha...

4 de abr. de 2008

A Ola


Quando se vai a um almoço ou jantar, mesa grande, muita gente, a hora do brinde é sempre uma confusão. Todos se levantando para alcançar a taça de quem está longe, inclinando-se sobre a mesa, ameaçando taças e garrafas. Sempre um momento de grande tensão!

Quando você pensa que já terminou, sempre aparece aquela pessoa, na outra ponta da mesa, que faz questão de bater em sua taça e você se vê obrigado quase a se estirar sobre o filé a parmeggiana, atropelando seus vizinhos. Um verdadeiro caos!

Em jantares-degustação, então, a coisa é bem mais complicada, pois sempre há sobre a mesa uma grande quantidade de taças de cristal, bem altas, bem instáveis, pedindo para serem derrubadas por um brindador mais afoito e até causando aquele efeito-dominó, que dizima com o estoque de Riedels do restaurante.

Pois bem, há algumas semanas atrás, eu participava de um desses jantares e, na hora do brinde, o Euclides Penedo Borges, presidente da ABS, nos ensinou que a moda no Rio de Janeiro é fazer o brinde do tipo ola.

E como funciona? É simples: o puxador do brinde, bate as taças com a pessoa à sua direita; esse por sua vez, com a pessoa a seu lado e assim sucessivamente, até que o brinde dê a volta em toda a mesa e retorne ao primeiro da lista.

É claro que não é nem metade tão divertido quanto o método tradicional, mas esse novo método, digamos Charmat, é bem mais civilizado e muito menos perigoso.

Desde então, tenho me dedicado, em todos os eventos de que participo, a passar adiante o ensinamento da ola. Adote você também essa prática!

Os restaurantes, penhorados, agradecem!

1 de abr. de 2008

Humor etílico XV

Sem palavras

25 de mar. de 2008

Vinhos de Monte Belo

Embrapa Uva e Vinho, Aprobelo, Embrapa Clima Temperado, Universidade de Caxias do Sul, Ufrgs e Finep lançam no dia 28/03/2008 o projeto da delimitação da área geográfica com a apresentação dos avanços dos trabalhos da Indicação Geográfica de vinhos e espumantes Monte Belo.

Será às 10h, no auditório da Prefeitura de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha.

(notícia publicada na newsletter de Affonso Ritter)

24 de mar. de 2008

Humor etílico XIV

(publicado no blog Napa Valley Wine Radio)

 

11 de mar. de 2008

O robot sommelier

(Colaboração e tradução da leitora Rosane Bardana)


Após uma degustação de 53 amostras (de vinho) identificou o vinhedo, as regiões de proveniência e as propriedades organolépticas


NEW YORK - Após uma degustação de 53 amostras de vinho, o impecável sommelier adivinhou o vinhedo (Barbera), as duas regiões de proveniência das garrafas e as propriedades organolépticas de cada uma - desde o aroma até o nível de acidez, desde a intensidade da cor vermelho-rubi até a traiçoeira presença de mofo na tampa - sem cometer nenhum erro. Quem fez esta avaliação irrepreensível não foi um sommelier de carne e osso mas um robô. Ou melhor, um aglomerado de sensores eletrônicos high-tech, organizados pelo professor Saverio Mannino, diretor do Departamento de Ciências e Tecnologias Alimentares e Microbiológicas da Universidade de Milão e autor do revolucionário estudo que foi parar na primeira página do Washington Post

O USO DOS RESTAURANTES - "Em um futuro próximo o robô-sommelier poderá substituir os verdadeiros sommeliers e poderá recomendar o vinho nos restaurantes" - teoriza o importante jornal Washington Post "os sofisticadíssimos elaboradores dotados de narizes e línguas eletrônicos logo logo serão mais úteis à indústria enogastrônomica do que os atuais degustadores humanos." Em algumas partes do mundo estes "tecno-degustadores" já assumiram o lugar à mesa. Uma companhia japonesa recentemente lançou no mercado o "Health and Food Advice Robot", capaz de identificar 30 tipos diferentes de vinhos e numerosos tipos de pão e queijo, oferecendo até mesmo sábios conselhos para a saúde.

NA AUSTRÁLIA E NA RÚSSIA - Na Austrália os supermercados já usam há muito tempo um sistema computadorizado capaz de classificar a carne, dando pontos de 1 a 5, de acordo com o corte, a cor, a maciez e o conteúdo de gordura. A nova moda contagiou também a Rússia. Na universidade de San Petersburgo o professor Andrey Legin patenteou uma língua eletrônica capaz de perceber a diferença entre uma varidedade enorme de drinks e de tipos de café.

OS LIMITES DA TECNOLOGIA
- Mas segundo os responsáveis pelos trabalhos (de colocar em prática os robôs) é ainda cedo para celebrar a morte de enólogos e gourmets. "Confiar demais nos cérebros eletrônicos é arriscado", afirma o cauteloso William Sessions, responsável pelo Ministério da Agricultura dos EUA - "os computadores podem ser atacados por um hacker e basta que um cyber-terrorista viole o software para que tudo vá para o espaço." - acrescenta William. Neste campo, segundos outros especialistas, as máquinas estão condenadas a um desafio ímpar. Diz o texto do Washington Post : "As línguas e os narizes eletrônicos precisam identificar corretamente algumas moléculas específicas em um pool de trilhões e, além disso, devem também calcular as infinitas maneiras de estas moléculas interagirem - uma operação que o cérebro humano executa automaticamente e sem o mínimo esforço." Mas segundo Anthony Diaz, diretor da revista enológica The Tastign Panel, há outros motivos que mostram que os sommeliers humanos nunca serão substituídos pelos sommeliers eletrônicos: " Nenhuma máquina no mundo é capaz de inventar uma linguagem difícil e pomposa típica dos sommeliers. É preciso uma especial habilidade humana para criar hipérboles para descrever cuidadosamente um vinho." - explica Anthony Diaz.

Corriere della Sera 10 marzo 2008

3 de mar. de 2008

Pommery ao entardecer

"J'ai voulu ce Domaine comme un livre ouvert, ouvert sur le monde, sur le temps..."
Louise Pommery



Não é sempre que eu posso iniciar a semana degustando um legítimo Champagne francês. E, principalmente, quando esse Champagne é um Pommery Brut Royal. Pois foi esse o convite que a Importadora La Vigne, de Curitiba, me fez, aproveitando a presença no Rio de Janeiro, de Guillaume Chamaillard, Diretor da Pommery para as Américas.

Guillaume Chamaillard, da Pommery, e Richard Bruinjé, da Importadora La Vigne

Foi ao entardecer de uma segunda-feira, um dia em que o aquecimento global resolveu mostrar suas garras no Rio de Janeiro. Entrar na Lidador, sabendo que um Champagne gelado me aguardava foi como entrar no paraíso. Aliás, a Lidador é um paraíso com qualquer tempo.

Cesar Velasco, representante da La Vigne no Rio, e Daniel, da Lidador

O Pommery Brut Royal é um Champagne fresco, elegante, macio, generoso, delicado, que fica marcando sua presença na boca por um longo tempo. Com intensos aromas florais e de frutas vermelhas, é tudo o que a gente pode querer num dia como aquele!

O preço ao consumidor, na própria Lidador, está por 190 reais, mas e daí? Vai dizer que não vale gastar uma graninha extra para toda a classe e o prazer que um Pommery nos proporciona?

Joaquim Cabral Guedes, da Lidador, e Guillaume Chamaillard

 

Tabela de safras do EnoBytes


Para aqueles que são maníacos por analisar as safras e saber quando melhor beber seus vinhos, a tabela de safras do site EnoBytes é um prato cheio. Ou melhor, uma taça cheia!

Clique aqui para obter a tabela em alta resolução.

24 de fev. de 2008

Beba quanto puder, pague quanto quiser...

Só na Alemanha isso poderia acontecer! O empresário Jürgen Stumpf abriu em Berlim, três weinerein (bar de vinhos) baseados na honestidade do cliente!

Por 1 euro (cerca de 2,70 reais), você aluga uma taça de vinho e bebe quanto quiser!

Metade dos vinhos disponíveis são alemães (o que não é uma má pedida) e a outra metade vem do resto do mundo.

Ao final, na saída, tem uma jarra de vidro, sem ninguém conferindo, na qual se deposita o valor que se acredita como justo por aquilo que foi consumido!!!

A cozinha também funciona na base da honestidade e as opções são pratos típicos alemães, feitos apenas com ingrediente orgânicos.


Os endereços das três casas são os seguintes:

Fra Rosa: Zionskirchstrasse 40 (49-30)657-06756.

Perlin (com P mesmo), Griebenowstrasse 5 ; (49-30)4069-0951.

Forum, Fehrbelliner Strasse 57; (49-30)600-53072.

É demais para a nossa cabeça, não é? Imaginem um bar como esses aqui no Brasil! Quanto tempo vocês imaginam que iria durar antes da bancarrota!

10 de fev. de 2008

WWF defende a rolha de cortiça


No último número da Revista Decanter (fevereiro/2008), fui surpreendido por um anúncio de página inteira da organização preservacionista WWF (World Wildlife Fund) defendendo a rolha de cortiça. A chamada do anúncio é:

As vinícolas mais importantes preferem a cortiça

(Leading wineries choose cork)

E listam alguns dos mais destacados produtores de vinho como exemplo: Cheval Blanc, Bollinger, Antinori, E. Guigal, dentre outros.

Explicam que a cortiça é um produto natural, renovável e reciclável e que sua colheita é uma das atividades que mais respeitam o meio-ambiente. Prosseguem lembrando que as florestas de sobreiros são fonte de renda para milhares de pessoas e sustentam uma das maiores bio-diversidades do mundo.

A propaganda não ataca diretamente as rolhas de plástico não-biodegradáveis, mas subentende-se que esse é o alvo da fúria desses ambientalistas.

Se você quiser apoiar essa campanha, visite http://www.panda.org/mediterranean/cork.

É bom a gente saber que, afora todo o charme que uma rolha de cortiça oferece ao nosso vinho de todos os dias, temos mais um motivo para preservar a tradição.

Abaixo a rolha de plástico!
 

Humor etílico XIII

Publicado na Revista Decanter de fevereiro/2008

9 de fev. de 2008

Os vídeos do Gary desbancam a Wine Spectator

Gary Waynerchuk tem um site de vinhos na Internet, Wine Library TV, no qual ele dissemina os vídeos sobre vinhos que ele mesmo produz. É uma empreitada e tanto, e o site já possui mais de 400 episódios.

Eu gostei muito da página do Gary e cheguei mesmo a postar alguns de seus vídeos no blog do EnoEventos. No entanto, como os vídeos são em inglês e o Gary fala na velocidade da luz, aliado ao fato de que muitos dos vinhos apresentados não estão disponíveis no mercado brasileiro, a repercussão dessas postagens foi praticamente nula.

Daí então que eu tive a idéia de produzir os meus próprios vídeos, em português e com vinhos facilmente encontráveis no nosso mercado. A repercussão foi muito grande e os elogios foram unânimes. Claro que isso incentiva a continuar o trabalho.

Mas o maior incentivo que eu poderia ter tido, foi a notícia que correu ontem pela Internet, mostrando que o tráfego da Wine Library TV vem batendo de forma consistente, nos últimos meses, o movimento da revista ícone dos enófilos do mundo, a Wine Spectator. Vejam só o gráfico acima, com o movimento dos dois sites, que demonstra claramente esse fenômeno, para muitos surpreendente.

É claro que eu fiquei contente, pois posso ver o futuro promissor dos meus vídeo-vinhos. E o Gary, também, anda rindo a toa.

Gary sendo entrevistado pela rede ABC de televisão


 

8 de fev. de 2008

Vinho dos Mortos

(matéria enviada pelo leitor Antônio Carlos Ferreira)


A interessante história do Vinho dos Mortos começa com a invasão francesa em Portugal, a mesma que fez a Família Real portuguesa fugir às pressas para o Brasil, evento do qual estamos comemorando os 200 anos.

Naquela época, os vinicultores da pequena vila de Boticas (Trás-os-Montes), temendo que as tropas invasoras se apoderassem de seus vinhos, decidiram enterrá-los no chão de saibro das adegas, abaixo das pipas e dos lagares.

Quando as tropas se retiraram e os moradores recuperaram suas casas, tiveram a grata surpresa, ao desenterrarem os vinhos, de verificar que os mesmos estavam muito melhores do que eram antes.

A partir daí, a moda se espalhou e os vinhos da região passaram a estagiar enterrados por 1 ou 2 anos, sendo apelidados de Vinho dos Mortos.

Infelizmente, nos dias de hoje, poucos vinicultores ainda preservam essa tradição. Para reverter o quadro, a Cooperativa Agrícola de Boticas e o Conselho Transmontano estão criando o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, uma espécie de museu vivo em que toda a cadeia de produção do vinho será exposta, de forma a ajudar na preservação desse método secular de vinificação.

A próxima vez que eu for a Portugal, com certeza irei comprar algumas garrafas desse vinho, de inquestionável apelo mercadológico, e organizar uma degustação no São João Batista! Alguém se habilita?

As 16 freguesias do Conselho de Boticas

6 de fev. de 2008

A Casa dos Sete Erros

A imponente mansão localizada à Av. Ipiranga, 76, em Petrópolis foi construída em 1884, por um afilhado do Barão de Mauá. Sua arquitetura é em estilo "Queen Ann" e o material foi todo importado da Inglaterra. É coisa muito fina!

Devido a sua fachada assimétrica, foi apelidada pelos petropolitanos como a Casa dos Sete Erros.

Pois bem, na estrebaria dessa luxuosa residência, foi aberta uma filial da Bordeaux, uma mistura de loja e bar de vinhos. Eu já conhecia a Bordeaux da Estrada União-Indústria, de Itaipava, e aproveitei o feriado de carnaval para conhecer a filial de Petrópolis. É imperdível!

Com uma bela decoração e iluminação, o ambiente é muito aconchegante. Algumas mesas são localizadas nas antigas baias dos cavalos, feitas de ferro fundido inglês, o que oferece uma maior privacidade e dá um toque um pouco exótico a sua degustação.

Mas eu acho melhor mesmo é sentar-se às mesas do jardim! Lá, você pode se deslumbrar com a beleza da mansão e, entre um gole e outro, procurar descobrir cada um dos sete "erros" da fachada! É diversão garantida!