17 de jul. de 2008

Sommelier carioca no Spumanti d'Italia


É sempre bom saber que os profissionais brasileiros estão cada vez mais respeitados no exterior!

Foi, portanto, com grande satisfação que recebi a notícia de que a sommelier carioca Alessandra Rodrigues foi convidada para ser jurada no prestigiado concurso de espumantes italianos, em Conegliano, no Veneto. Aliás, Alessandra foi a única representante brasileira nesse concurso.

O Spumanti d'Italia, realizado nos dias 14 e 15 de julho, avaliou 312 espumantes de 12 diferentes regiões italianas.

11 de jul. de 2008

Humor etílico XX

Colaboração de Robert Phillips

8 de jul. de 2008

Livro comemorativo aos 200 anos da chegada da Família Real

Publicação traça panorama das relações comercias entre a vinícola e o Brasil


Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil, a Real Companhia Velha, representada no Brasil com exclusividade pela Importadora Barrinhas, lança, dia 10 de julho, às 18h, no Palácio São Clemente, no Rio de Janeiro, o livro O Brasil, o Douro e a Real Companhia Velha. A obra faz um apanhado das relações comerciais entre a empresa e o Brasil ao longo dos mais de 250 anos da vinícola, que fornecia exclusivamente os vinhos bebidos pela corte.

O lançamento terá a presença do autor, o português Fernando de Souza, que fará explanações sobre o livro, do presidente da Real Companhia Velha, Pedro Silva Reis, e do cônsul de Portugal, Antonio Almeida Lima. No coquetel de lançamento, serão servidos vinhos da vinícola e menu do Isidro Buffet. O livro será lançado também no Recife, no dia 16/07, às 18h, com jantar no Restaurante Leite; e em Salvador, no dia 17/07, às 20h, com coquetel na Associação Comercial da cidade;

Em O Brasil, o Douro e a Real Companhia Velha, o autor analisa o papel da vinícola na economia do Brasil no final do Antigo Regime, sabendo que o Atlântico, durante o século XVIII e as duas primeiras décadas do século XIX, constituiu o quadro do comércio externo português. O livro contribui para a reconstituição do movimento comercial atlântico, já que a Real Companhia Velha alimentou um importante comércio transatlântico, dominando as rotas institucionais de fornecimento sobretudo de vinhos de Portugal para o Brasil.

O livro começa com um capítulo dedicado à política econômica do Marquês de Pombal e segue com a apresentação da Real Companhia Velha. Durante o texto, são ressaltadas as dificuldades sentidas pelas primeiras esquadras enviadas ao Brasil devido à oposição de que foram alvo por parte dos ingleses e da burguesia de negócios do Porto. Também são abordados os negócios da vinícola com o Brasil no que diz respeito a produtos, preços, remessas e transportes. Para encerrar, o autor faz uma abordagem à Real Companhia Velha após a independência do Brasil.

Fundada em 1990, com matriz no Rio de Janeiro e escritório comercial em São Paulo, a Importadora Barrinhas tem representantes nos principais estados do Brasil e é líder na importação de vinhos portugueses da região DOC Douro para o Brasil. A importadora representa vinícolas italianas, francesas, espanholas e chilenas, além de produtores de alimentos como azeite de diversas origens, aceto balsâmico, tomates italianos, entre outros.

5 de jul. de 2008

Vinhos em João Pessoa

Passei essa semana em João Pessoa, a trabalho. Nada a ver com vinhos. Mas, vejam só, eu não preciso mais correr atrás deles. Eles é que correm atrás de mim.

Hospedei-me em um hotel que me foi recomendado pela empresa para a qual iria prestar serviço. Embora fosse um hotel com boa localização, boas instalações e bons serviços, estava longe de ser um hotel requintado.

O restaurante do Hotel, no entanto, é um dos mais sofisticados de João Pessoa. E chama-se Adega do Alfredo, revelando seu verdadeiro objetivo. Mais do que um restaurante, era um wine bar!

Com uma grande adega de vidro bem no meio do salão, o restaurante oferece, à noite, um buffet de antepastos (queijos, frios, frutas secas, pastas, pães, ...) prá ninguém botar defeito. Você pode se sentar, pedir um vinho e acompanhar só com esse buffet. Eu me senti como pinto no lixo!

Eu sei que quando a gente vai ao Nordeste, fica logo esperando uma barganha. Mas esqueça! O buffet de antepastos custa nova-iorquinos 27 reais! Mas vale a pena...

Com iluminação bem discreta, um pianista tocando a noite inteira e bastante movimentado, atraindo uma clientela acima dos 40, é o local ideal para quem gosta de beber com tranquilidade, em um lugar onde se pode conversar sem ter de usar um megafone!


A carta de vinhos não é de entusiasmar, mas dá pro gasto! Eu me lembro dos Herdade do Esporão, do Cartuxa, do Misiones de Rengo, de alguns Salton e de muitos Tarapacá!

Outras duas casas que valem a pena serem visitadas me foram indicadas pela colunista do Correio da Paraíba, Messina Palmeira, a presidente local da Confraria das Amigas do Vinho.

Uma delas é o Empório Gourmet, uma delicatessen com mesas dentro, na varanda e na calçada. É um ambiente descontraído, com público mais na faixa dos 30. As opções de vinho são exatamente as mesmas do restaurante do hotel.

A outra é o Bistrô Boulange, um restaurante francês agradável, com boa cozinha e mesas na varanda. Mas eu fiquei com a pulga atrás da orelha, pois a carta de vinhos era exatamente igual à das outras duas casas!

Conversando com a proprietária do Bistrô, matei a charada. As cartas são organizadas pela Importadora Licínio Dias, com sede na Paraíba e que, aparentemente, domina o mercado de vinhos local.


Serviço:

Adega do Alfredo - Royal Praia Hotel, Rua Coração de Jesus, s/n - Tambaú
Bistrô Boulange - Av. Olinda, 292 - Tambaú
Empório Gourmet - Av. Gal. Edson Ramalho, 504 - Manaíra

26 de jun. de 2008

10 Melhores Malbecs


Eu e toda a torcida do Flamengo respeitamos a opinião abalisada de Eric Asimov, crítico do vinhos do ainda mais respeitado The New York Times.

Recentemente, esse crítico organizou um painel com 25 vinhos Malbec argentinos com preço menor do que 25 dólares e escolheu os 10 melhores.

Abaixo, eu apresento a lista dos vinhos escolhidos, muitos deles figurinhas carimbadas nas prateleiras de nossas lojas e importadoras.

A lista informa ainda o preço dos vinhos (em dólares e nos Estados Unidos, é claro) e também a cotação obtida, em quantidade de estrelas (1=bom, 2=muito bom, 3=excelente, 4=extraordinário).

Eu até destaquei na lista o Trapiche Broquel 2005, que comprei o ano passado na CADEG por 26 reais (leiam minha reportagem sobre Vinhos na CADEG clicando aqui).

Hacienda del Plata Mendoza Zagal 2004 - $12 - ***
Trapiche Mendoza Broquel 2005 - $12 - ***
Sur Mendoza Ox Gran Reserva 2005 - $10 - ** 1/2
Viña Cobos El Felino Mendoza 2006 - $17 - ** 1/2
Catena Zapata Mendoza Alamos 2006 - $11 - **
Pedro y Jorge Cecchin Mendoza Esencias de la Tierra 2006 - $15 - **
Graffigna San Juan Grand Reserve 2004 - $18 - **
Mendel Mendoza 2005 - $25 - **
Familia Cassone Mendoza Obra Prima Reserva 2005 - $17 - **
Luigi Bosca Luján de Cuyo Single Vineyard 2004 - $18 - **


Esta é ou não é uma boa dica?

25 de jun. de 2008

O vinho é verde ou é rosé?

A região do Vinho Verde é conhecida mundialmente por seus vinhos brancos, secos e refrescantes, que têm boa aceitação no mercado internacional como vinho para o verão.

Pois agora, num aparente contra-senso para quem fala português, os vinhos verdes estão, cada vez mais, sendo produzidos na versão rosé.

Praticamente inexistentes há 4 anos atrás, hoje os vinhos rosés já respondem por 5% da produção total da região.

Parece mesmo que a moda dos vinhos rosés está chegando para ficar. Depois de assaltar os Vinhos do Porto, agora é o Vinho Verde que sucumbe...

Será que falta ainda muito tempo para assistirmos ao lançamento das versões cor-de-rosa de Chablis ou Barolos?

23 de jun. de 2008

15 de jun. de 2008

Croft Pink, o primeiro Porto Rosé

A legislação portuguesa exige que os Vinhos do Porto sejam ou tinto, ou branco. No entanto, a Casa Croft acaba de lançar no mercado o Croft Pink, o primeiro Porto rosé.

Na verdade, a palavra rosé não aparece em nenhum lugar do rótulo e o vinho é promovido como um Ruby clarinho. Mas com o nome Pink e a indiscutível cor, não resta nenhuma dúvida sobre de que se trata!

Infelizmente, não consegui descobrir quem é o importador da Croft no Brasil. Se alguém souber, deixe um comentário...

E vejam só a divulgação que a Casa faz sobre o novo Porto:

A Casa Croft é uma das mais antigas casas de vinho do Porto, fundada em 1588 há mais de quatro séculos. É proprietária de uma das mais famosas propriedades do Douro, a Quinta da Roeda, cujos vinhos são a essência do distintivo estilo da Croft.

Este inovador estilo de Porto é elaborado a partir de uma nova técnica que consegue a extracção de uma sedutora cor rosé bem como de aromas muito frutados e frescos, devido ao limitado contacto do sumo com as películas das uvas durante a fermentação.

As castas utilizadas foram as tradicionais do vinho do Porto, o que confere uma elegância excepcional ao vinho.

O resultado final é um vinho muito elegante e frutado, com um paladar delicioso e um final seco, muito atractivo. Pretende ser uma alternativa de consumo nos meses mais quentes quando, normalmente, o vinho do Porto não é opção.


14 de jun. de 2008

A nova Espírito do Vinho

Não sei se vocês têm passado pela Cobal do Humaitá, ultimamente, mas para quem não reparou, ela está se tornando, na prática, o Shopping de Vinhos do Rio de Janeiro, devido à grande quantidade de lojas lá instaladas especializadas em nossa bebida predileta.

A Espírito do Vinho é uma das pioneiras, mas recentemente tomou um banho de loja que vale a pena conferir. O espaço ao lado, bem maior do que o original, foi acrescentado às instalações e, após uma reforma caprichada, se transformou no mais bonito espaço da Cobal.


Uma bela iluminação, bastante espaço para garimpar os vinhos e alguns toques diferenciados, como os móveis feitos com madeira de caixas de vinho, tornam muito mais agradável o ato de se comprar vinhos.


E, no segundo andar, foi construído um espaço para degustações, palestras e cursos, muito bem bolado em seus detalhes.

A lojinha original continua lá, mas agora é considerada o Espaço Portugal, só com vinhos da terrinha. E a nova loja exibe a excelente carteira de vinhos da Importadora Decanter. Vale a pena uma visita.

3 de jun. de 2008

Encontro Mistral 2008


Encontro Mistral 2008 leva ao Rio de Janeiro grandes estrelas do mundo do vinho, dia 12 de junho, no Sofitel!

O público poderá conhecer e degustar cerca de 500 grandes rótulos importados pela Mistral, alguns raríssimos e para descobrir os segredos de cada garrafa e cada safra, o visitante poderá conversar pessoalmente com enólogos e proprietários, verdadeiras celebridades do mundo do vinho, que “muitas vezes não participam nem dos principais eventos vinícolas da Europa e Estados Unidos”, afirma Ciro Lilla.

Entre eles, estão Telmo Rodríguez, um dos mais talentosos enólogos da Espanha, que garimpou vinhedos em todo o país, produzindo vinhos de personalidade e imbatível relação qualidade-preço; e Luis Pato, conhecido como o “revolucionário da Bairrada” por ter produzido excelentes vinhos com a casta Baga, antes desprezada por dar vinhos rústicos, tânicos e ácidos.

Da Itália, vêm muitos grandes nomes. Entre eles, a brasileira Noemia d’Amico, que, ao lado do marido Paolo, comanda a vinícola D'Amico – situada em uma belíssima região do Lazio – e não poupa dedicação para aprimorar seus vinhos, que estão melhores a cada safra.

Pertencentes à lendária Vega Sicília, participam do evento as bodegas espanholas Alión, um dos grandes nomes da Ribera del Duero, e Pintia, recente projeto na emergente região de Toro. Outra atração será Biondi Santi, vinícola que criou o reputado Brunello di Montalcino e foi a primeiro a engarrafá-lo com este nome, em 1888. Seus vinhos são raríssimos, e quase nunca degustados em eventos de grande porte, nem mesmo na Europa.

Esta edição contará com grandes lançamentos, como a vinícola espanhola Anima Negra, que produz ‘cult wines’ em minúsculas quantidades na ilha de Mallorca, e a brasileira Vallontano, comandada pelo enólogo Luís Henrique Zanini, que busca elaborar vinhos que reflitam o solo e o clima de seus vinhedos, em Bento Gonçalves, Serra Gaúcha.

Também participam do evento pela primeira vez, o italiano Andrea Franchetti, proprietário da toscana Tenuta di Trinoro, onde elabora alguns dos mais cultuados vinhos do país, com castas típicas de Bordeaux, e da siciliana Passopisciaro, um projeto que em poucos anos de atividade já tem os melhores vinhos da região; e o enólogo Pascal Jolivet, uma das maiores estrelas do Loire na atualidade, que produz pequenas quantidades de vinhos elegantes, utilizando práticas não intervencionistas e alguns dos mais privilegiados terroirs da região.

Outros destaques da edição – O Encontro Mistral 2008 terá ainda muitos outros participantes de destaque, como o enólogo Florent Baumard, proprietário da Domaine Baumard, considerado o rei da casta Chenin Blanc e um dos maiores nomes do vinho da França, e Johann Krige, da sul-africana Kanonkop, domaine de enorme prestígio, com longa tradição em produzir os melhores Pinotage do país.

De Portugal, vêm dois outros grandes nomes: José Bento dos Santos, proprietário da Quinta do Monte d'Oiro, um industrial de sucesso cujas paixões sempre foram gastronomia e grandes vinhos e por isso, ele não poupa esforços para criar os melhores vinhos que seu terroir pode produzir; e Carlos Campolargo, indicado como “Produtor do Ano” em 2008 pela revista Blue Wine, cuja família é uma das maiores proprietárias de vinhos finos da Bairrada há três gerações.

Confira em www.mistral.com.br/encontro a lista atualizada dos produtores do Encontro Mistral 2008. A relação pode sofrer alterações e inclusão de novos nomes.

ENCONTRO MISTRAL 2008
Rio de Janeiro – Dia 12 de junho
Local: Sofitel - Av. Atlântica, 4240 – Tel. (21) 2525-1232
Horário: das 15h às 20h
Reservas e informações: (11) 3372-3400/ www.mistral.com.br/encontro
Preço: R$ 290,00 – Não há venda de ingressos no local

29 de mai. de 2008

França se rende ao Novo Mundo


Depois de muito desprezar o apetite internacional por vinhos vulgares, a França decidiu permitir que os produtores passem a produzir vinhos frutados, à moda do Novo Mundo.

Chips e outras técnicas estrangeiras serão toleradas em uma nova categoria de vinhos de qualidade média que será identificada pela casta em lugar da origem.

Embora uma heresia para os tradicionalistas, isso significa, por exemplo, que a Gewurztraminer, a clássica uva da Alsácia, poderá ser cultivada em qualquer lugar da França e ser comercializada como a nova categoria Vinho da França.

Pela nova lei, o rótulo da garrafa identificará o vinho como Merlot, Cabernet, Grenache ou outra variedade, assim como a safra.

O presidente Sarkozy e seu gabinete aprovaram as medidas como parte de um plano quinqüenal destinado a recuperar o mercado perdido para os vinhos do Novo Mundo. Com sua classificação antiquada e a mística do terroir, a França perdeu mercado nos últimos 15 anos, enquanto o consumo mundial crescia.

O Novo Mundo conquistou adeptos com aquilo que os franceses desprezam como vinhos simples, padronizados, frutados e com marcas comerciais. Compradores de supermercados preferem rótulos com marsupiais australianos àqueles com Appellation d'origine contrôlée de pequenos e obscuros vilarejos com nomes de seis sílabas. "O vinho francês é complicado e poucas vezes compreendido.", diz o Ministério da Agricultura.

Embora o novo esquema possa ofender os puristas, as reações até agora não foram tão redicais. "Eu confio no savoir faire dos produtores franceses. Nós não desceremos tanto quando os americanos, que fazem vinhos rosés açucarados e frisantes como um refrigerante." diz o sommelier do Hotel Ritz em Paris.

Atualmente, a França, ex-referência mundial em vinhos, exporta menos garrafas do que a Itália e a Espanha. Foi batida pela Austrália, no mercado britânico, há 3 anos. No entanto, graças aos produtos de alta qualidade de Champagne, Bordeaux e Borgonha, os franceses ainda lideram o mercado em termos de valor, com 35% das vendas, contra 25% do Novo Mundo. Mas a briga agora será pelos novos consumidores da Índia e da China.

A indústria francesa, em geral, aprovou as novas medidas, que foram criadas e aperfeiçoadas nos dois últimos anos.

Os produtores insistem que o novo sistema visa desenvolver os vinhos mais simples, preservando as antigas restrições de qualidade dos vinhos AOC.

24 de mai. de 2008

Estudantes inventam alternativa para rolha


Estudantes da Universidade da Califórnia-Davis inventaram um novo produto para vedação de garrafas de vinho que combina a aeração das rolhas de cortiça com a praticidade da tampa de rosca.

A invenção venceu o concurso anual da universidade e rendeu 15.000 dólares a título de financiamento para iniciar o negócio.

O projeto se consiste em um disco de plástico e de metal, com um custo de 5 centavos de dólar, colocado dentro da tampa. Simulando a cortiça, a tampa deixa entrar a quantidade necessária de oxigênio, permitindo a perfeita evolução do vinho.

O enólogo e estudante de administração Tim Keller explicou que a invenção da equipe pode ser ajustada para os diferentes tipos de vinho: mais oxigênio para a Cabernet Sauvignon, menos oxigênio para a Pinot Noir, por exemplo.

Tudo indica que em breve teremos muitos vinhos com essa engenhoca.

E você? Beberia um vinho com essa vedação?

Humor etílico XVIII

(publicado na revista Decanter de junho/2008)

14 de mai. de 2008

Lançamento do Salton Lunae

Notícia veiculada na página da Rádio Viva, da Serra Gaúcha

Uma novidade chega ao mercado nacional neste mês de maio direto da Serra Gaúcha. A Salton reinventa o vinho frisante e lança o Salton Lunae, um sabor sofisticado e perfeito para o clima tropical brasileiro. A exemplo do rosé, que conquistou paladares exigentes nos últimos anos, os frisantes prometem ser a nova tendência para acompanhar pratos leves e serem saboreados em dias mais quentes.

Exemplo disso já pode ser observado no mercado da Argentina, onde a participação do frisante chega a 15% e, só nos últimos cinco anos, teve um crescimento na ordem de 30%. “Os frisantes estão na preferência dos jovens e das mulheres. As grandes vinícolas percebem essa mudança e estão desenvolvendo o produto, assim como aconteceu com o rosé”, destaca o enólogo e consultor da Salton, Angel Mendoza.

O Salton Lunae brinda os consumidores nas versões branco e rosé. “É leve e agradável. Não chega a ser um espumante, mas apresenta borbulhas que garantem o frescor”, explica o enólogo Lucindo Copat, diretor-técnico da Salton. Além disso, é ideal para acompanhar comidas leves, como peixes, frutos do mar, massas suaves, queijos leves, frangos, sopas e sorvetes.

Aliado ao novo sabor, o Salton Lunae traz outras inovações: será o primeiro da vinícola a ser lançado com tampa rosca (screw cap), perfeita para vinhos brancos, pois impede a passagem de ar e, ao mesmo tempo, é de fácil abertura. O rótulo, por sua vez, é impresso na garrafa, num processo em que o pó de vidro pigmentado na cor escolhida vai ao forno a uma temperatura de 600 graus, aderindo ao vidro. O conceito, moderno, tem o objetivo de traduzir a personalidade leve e agradável que o Salton Lunae irá revelar.

Com uma produção de 42,3 mil garrafas de branco e 42,3 mil garrafas de rosé, o Salton Lunae poderá ser encontrado nos principais supermercados do Brasil, casas especializadas e na Loja de Vinhos da Salton, em Tuiuty.

A elaboração

Com uvas oriundas dos vinhedos da Serra Gaúcha, com origem na França e na Itália, as versões branca e rosé do Salton Lunae destacam o mesmo processo de elaboração, diferenciando-se na escolhas das variedades. Para o branco, há o corte de Riesling, Semillon e Moscato, o que dá ao produto uma coloração clara esverdeada e aromas de flores brancas, cítricos e frutas como pêssego, maçã, limão e pomelo. Na versão rosé, há o acréscimo da variedade Cabernet Sauvignon, responsável pela coloração rosado clara. Os aromas revelam flores brancas, rosas, frutas como cereja, morango, framboesa e frutas cítricas. O leve desprendimento de finas borbulhas com formação de espuma branca, boa acidez e cremosidade são características comuns a ambos, assim como a graduação alcoólica de 11%.

11 de mai. de 2008

Dica Eno-bibliográfica

Essa é uma dica quentíssima para quem lê em inglês!

Será lançado, próxima terça-feira, dia 13/05, pela amazon.com, o livro The Billionaire's Vinegar: The Mystery of the World's Most Expensive Bottle of Wine (O Vinagre do Bilionário: o Mistério da Garrafa de Vinho Mais Cara do Mundo), de Ben Wallace.

Segundo um crítico: "São os pequenos detalhes - o bouquet, o corpo, as notas, o final - que fazem desse livro um duradouro prazer, para ser degustado e lembrado por muito tempo depois de terminada a última página... De todas as espetaculares histórias sobre o comércio de vinhos, essa inesquecível e curiosa saga merece a denominação: um clássico."

A história é assim:

"Era a mais cara garrafa de vinho jamais vendida.

Em 1985, em um acalorado leilão na Christie's de Londres, um Château Lafite 1787 - uma de muitas garrafas encontradas em uma cave lacrada em Paris e, supostamente, pertencentes a Thomas Jefferson (ex-presidente dos Estados Unidos) - foi vendida por 156 mil dólares para um membro da família Forbes. O descobridor do tesouro, Hardy Rodenstock, era um desconhecido que havia se tornado colecionador de vinhos e tinha uma predileção por encontrar vinhos muito antigos.

Mas o disse-me-disse logo veio a tona. Por que Rodenstock não revelava a exata localização de onde as garrafas haviam sido encontradas? Será que elas eram parte de um butim nazista? Ou seu silêncio revelava um segredo ainda mais escandaloso?

Levaria mais de duas décadas até que essas perguntas fossem respondidas, envolvendo uma intrigante galeria de personagens: Michael Broadbent, o leiloeiro da Christie's que colocou sua reputação em jogo com essa venda recorde; Serena Sutcliffe, a elegante arqui-rival de Broadbent, cujo paladar é segurado por uma fortuna; e Bill Koch, um milionário da Flórida, decidido em revelar a verdade sobre Rodenstock.

Perseguindo a trama de Monticello a Londres, de Zurique a Munique, o autor oferece uma surpreendente história do vinho, contando sobre laboratórios europeus subterrâneos que fazem a datação de vinhos e sobre a deslumbrada temporada de Jefferson na França, onde ele tomou um porre de cultura parisiense."

O livro já está em pré-venda na Amazon.com por apenas US$16,47, mais frete (e lembrem que livro, ao contrário de nossos queridos vinhos, não paga imposto de importação).

Bem, ainda não existe previsão para o lançamento da edição em português, mas Will Smith, o super-astro de Hollywood, já comprou os direitos sobre o livro para produzir um filme que deverá estrear em 2010. Quem viver, verá!

9 de mai. de 2008

Apoio ao vinho nacional


A vitivinicultura brasileira será protegida contra a concorrência dos vinhos finos estrangeiros que aportam no país, foi a promessa do ministro Miguel Jorge nesta quinta (08) aos representantes de toda a cadeia produtiva do vinho, liderados pelos deputados Henrique Fontana e Pepe Vargas.

Entre as prováveis ações do governo está o aumento do valor mínimo de US$ 8,00 cobrados por caixa de 12 garrafas, além da elevação da TEC do Mercosul, de 27% para 35%. O Brasil vai sentar-se à mesa com a Argentina e o Chile para rediscutir e aumentar o valor.

Hoje, 74% dos vinhos finos consumidos no Brasil são estrangeiros, 20% argentinos, 24% chilenos e 30% outros, e só 26% do vinho é nacional.

(notícia veiculada na página de Affonso Ritter - www.affonsoritter.com.br)

3 de mai. de 2008

Produtos para Enófilos X


Seus convidados chegaram, estão todos com o bico seco, e você esqueceu de gelar o vinho branco... Completo desespero! Sem chance de esperar meia hora até que a garrafa no balde de gelo atinja a temperatura adequada. O que fazer?

Seus problemas acabaram! Chegou o RAVI Instant Wine Chiller, uma invenção canadense que promete gelar seu vinho na hora.

A engenhoca é tipo uma pequena serpentina, feita com o mesmo aço utilizado em tanques de fermentação, envolta em um líqüido que se torna muito, mas muito gelado, quando ela é guardada no congelador. O RAVI deve ser acoplado na boquinha da garrafa e, à medida em que o vinho passa pela serpentina, vai sendo gelado.

Uma entrada de ar, controlada com o dedo, permite aumentar ou diminuir a velocidade do serviço, prá mode obter a temperatura ideal de cada vinho. Você pode tanto dar uma leve resfriada em seu tinto, quando dar aquela quase congelada em seu branco!

Simples e genial, não é? Essa praticidade está a venda na amazon.com e custa 49,95 dólares.

1 de mai. de 2008

28 de abr. de 2008

Dica Eno-cinematográfica


O filme Caminhando nas Nuvens é estrelado por Keanu Reeves, a desconhecida Aitana Sanchez-Gijon e o legendário Anthony Quinn. Tem a direção de Alfonso Arau (aquele do excelente Como Água para Chocolate).

Com um roteiro improvável, conta a história de um ex-soldado que aceita fazer o papel de marido da filha grávida de um despótico e milionário vinhateiro mexicano de Napa Valley. O final, a gente já pode imaginar, não é?

Bem, se eu estou falando tão mal assim, por que estou dando essa dica? Porque para um enófilo, o filme é imperdível! A fotografia é belíssima, do início ao fim, mostrando os vinhedos e a vinícola de uma forma magistral.

As cenas da colheita e da pisa, embora um pouco piegas, são inesquecíveis. Mas o ponto alto do filme é a cena da geada que, embalada pela magnífica trilha sonora de Maurice Jarre, é prá lá de emocionante e de uma beleza plástica memorável!

Vale a pena! Vá correndo até sua locadora e peça esse DVD! Embora seja de 1995, com certeza eles devem ter!

Eu garanto que quem gosta de vinho vai assistir esse filme mais de uma vez, exatamente como vou fazer agora!