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18 de ago. de 2008

Um rito de passagem

As 5 safras: 2004, 2002, 1998, 1985 e 1978

Para mim, foi mais do que uma degustação. Foi um rito de passagem!

Participar da degustação de 5 safras de um mito como o Château Mouton Rotschild é uma coisa que mexe com a cabeça de qualquer um! Mesmo que tenha sido uma participação meteórica, já que a sexta-feira foi um dia inusitadamente pródigo em eventos.

Eu, que nunca havia chegado perto de uma garrafa dessas, de repente, de uma vez só, me vejo frente a frente a 5 delas, me chamando, é emoção tal que os de coração mais fraco talvez não resistissem...

Euclides Penedo Borges

O Projeto Verticais, da Importadora Vitis Vinifera, já existe há mais de 3 anos, tendo organizado mais de 40 eventos excepcionais, como esse que tive a oportunidade de participar.

A ocasião era tão especial que a condução da degustação coube a ninguém menos do que Euclides Penedo Borges, presidente da ABS, que foi apresentando aos participantes as safras de 2004, 2002, 1998, 1985 e 1978!

É claro que, depois de uma ocasião como essa, nunca mais poderei beber vinhos da mesma maneira!

Os participantes do exclusivo evento

3 de jun. de 2008

Encontro Mistral 2008


Encontro Mistral 2008 leva ao Rio de Janeiro grandes estrelas do mundo do vinho, dia 12 de junho, no Sofitel!

O público poderá conhecer e degustar cerca de 500 grandes rótulos importados pela Mistral, alguns raríssimos e para descobrir os segredos de cada garrafa e cada safra, o visitante poderá conversar pessoalmente com enólogos e proprietários, verdadeiras celebridades do mundo do vinho, que “muitas vezes não participam nem dos principais eventos vinícolas da Europa e Estados Unidos”, afirma Ciro Lilla.

Entre eles, estão Telmo Rodríguez, um dos mais talentosos enólogos da Espanha, que garimpou vinhedos em todo o país, produzindo vinhos de personalidade e imbatível relação qualidade-preço; e Luis Pato, conhecido como o “revolucionário da Bairrada” por ter produzido excelentes vinhos com a casta Baga, antes desprezada por dar vinhos rústicos, tânicos e ácidos.

Da Itália, vêm muitos grandes nomes. Entre eles, a brasileira Noemia d’Amico, que, ao lado do marido Paolo, comanda a vinícola D'Amico – situada em uma belíssima região do Lazio – e não poupa dedicação para aprimorar seus vinhos, que estão melhores a cada safra.

Pertencentes à lendária Vega Sicília, participam do evento as bodegas espanholas Alión, um dos grandes nomes da Ribera del Duero, e Pintia, recente projeto na emergente região de Toro. Outra atração será Biondi Santi, vinícola que criou o reputado Brunello di Montalcino e foi a primeiro a engarrafá-lo com este nome, em 1888. Seus vinhos são raríssimos, e quase nunca degustados em eventos de grande porte, nem mesmo na Europa.

Esta edição contará com grandes lançamentos, como a vinícola espanhola Anima Negra, que produz ‘cult wines’ em minúsculas quantidades na ilha de Mallorca, e a brasileira Vallontano, comandada pelo enólogo Luís Henrique Zanini, que busca elaborar vinhos que reflitam o solo e o clima de seus vinhedos, em Bento Gonçalves, Serra Gaúcha.

Também participam do evento pela primeira vez, o italiano Andrea Franchetti, proprietário da toscana Tenuta di Trinoro, onde elabora alguns dos mais cultuados vinhos do país, com castas típicas de Bordeaux, e da siciliana Passopisciaro, um projeto que em poucos anos de atividade já tem os melhores vinhos da região; e o enólogo Pascal Jolivet, uma das maiores estrelas do Loire na atualidade, que produz pequenas quantidades de vinhos elegantes, utilizando práticas não intervencionistas e alguns dos mais privilegiados terroirs da região.

Outros destaques da edição – O Encontro Mistral 2008 terá ainda muitos outros participantes de destaque, como o enólogo Florent Baumard, proprietário da Domaine Baumard, considerado o rei da casta Chenin Blanc e um dos maiores nomes do vinho da França, e Johann Krige, da sul-africana Kanonkop, domaine de enorme prestígio, com longa tradição em produzir os melhores Pinotage do país.

De Portugal, vêm dois outros grandes nomes: José Bento dos Santos, proprietário da Quinta do Monte d'Oiro, um industrial de sucesso cujas paixões sempre foram gastronomia e grandes vinhos e por isso, ele não poupa esforços para criar os melhores vinhos que seu terroir pode produzir; e Carlos Campolargo, indicado como “Produtor do Ano” em 2008 pela revista Blue Wine, cuja família é uma das maiores proprietárias de vinhos finos da Bairrada há três gerações.

Confira em www.mistral.com.br/encontro a lista atualizada dos produtores do Encontro Mistral 2008. A relação pode sofrer alterações e inclusão de novos nomes.

ENCONTRO MISTRAL 2008
Rio de Janeiro – Dia 12 de junho
Local: Sofitel - Av. Atlântica, 4240 – Tel. (21) 2525-1232
Horário: das 15h às 20h
Reservas e informações: (11) 3372-3400/ www.mistral.com.br/encontro
Preço: R$ 290,00 – Não há venda de ingressos no local

10 de abr. de 2008

Degustação da Compagnie de Vins de France

(colaboração de Teresa Jóia)


Em 30 de agosto de 2007, participei da degustação da Malbec de France, da Compagnie de Vins de France, oferecida pela representante comercial no Rio de Janeiro, a simpática Brigitte Stida. E ao final, por problemas de logística, não chegaram os outros dois vinhos da Compagnie, e ficou o convite para, assim que chegassem, uma nova degustação seria realizada. E assim foi feito.

Novo encontro foi realizado na ABS-RJ no dia 18 de março.

Trocamos figurinhas entre o Impernal, 100% Malbec, e o Les Paradis, também 100% Malbec.

Minhas impressões foram as melhores: "entre os três, meu coração balança"... Com certeza, os novos vinhos pedem acompanhamentos, mas são igualmente singulares, de boa persistência, esplêndidos aromas e de côr maravilhosamente rubi.

Agradeço mais uma vez a Brigitte pela oportunidade de degustar vinhos maravilhosos e de passar algumas horas em ótimas companhias!

Kátia Miranda, Brigitte Stida e Teresa Jóia

 

3 de mar. de 2008

Pommery ao entardecer

"J'ai voulu ce Domaine comme un livre ouvert, ouvert sur le monde, sur le temps..."
Louise Pommery



Não é sempre que eu posso iniciar a semana degustando um legítimo Champagne francês. E, principalmente, quando esse Champagne é um Pommery Brut Royal. Pois foi esse o convite que a Importadora La Vigne, de Curitiba, me fez, aproveitando a presença no Rio de Janeiro, de Guillaume Chamaillard, Diretor da Pommery para as Américas.

Guillaume Chamaillard, da Pommery, e Richard Bruinjé, da Importadora La Vigne

Foi ao entardecer de uma segunda-feira, um dia em que o aquecimento global resolveu mostrar suas garras no Rio de Janeiro. Entrar na Lidador, sabendo que um Champagne gelado me aguardava foi como entrar no paraíso. Aliás, a Lidador é um paraíso com qualquer tempo.

Cesar Velasco, representante da La Vigne no Rio, e Daniel, da Lidador

O Pommery Brut Royal é um Champagne fresco, elegante, macio, generoso, delicado, que fica marcando sua presença na boca por um longo tempo. Com intensos aromas florais e de frutas vermelhas, é tudo o que a gente pode querer num dia como aquele!

O preço ao consumidor, na própria Lidador, está por 190 reais, mas e daí? Vai dizer que não vale gastar uma graninha extra para toda a classe e o prazer que um Pommery nos proporciona?

Joaquim Cabral Guedes, da Lidador, e Guillaume Chamaillard

 

28 de jan. de 2008

Mania de Bacalhau


O sorteio de um jantar no Bistrô da Barra, promovido pelo EnoEventos, foi ganho por André Paranhos, felizardo que já havia, recentemente, sido premiado em outro sorteio.

Segundo o oferecimento do Ivan e da Marilsa, proprietários do Bistrô, se o ganhador e eu fôssemos no mesmo dia, além do jantar "Mania de Bacalhau", ganharíamos uma garrafa magnum de Lagares do Cerrado Dão Touriga Nacional 2001! Como eu já conhecia esse maravilhoso vinho de outro jantar lá no Bistrô, é claro que eu faria qualquer coisa para bebê-lo. Se o André inventasse de jantar às 6 da manhã de uma segunda-feira chuvosa, lá estaria eu! Esse vinho valeria o sacrifício!

O Bistrô está todo reformado, agora muito mais aconchegante, com uma iluminação discreta, com velas à mesa e um serviço eficiente e atencioso.

Eu não conhecia o Mania de Bacalhau e fui positivamente surpreendido pela barganha que é! O Ivan oferece:

  • couvert (com 4 pastinhas feitas em casa e azeitonas)
  • uma entrada de bacalhau (nesse dia foi uma punheta de bacalhau)
  • um prato principal de bacalhau
  • e sobremesa

    Tudo isso por 90 reais para 2 pessoas! Se fosse vinho, Mestre Schiffini diria que era prá comprar de caixa!

    Iniciamos com um vinho branco Lisa, um 100% Moscatel, frutado e refrescante! Enquanto isso, o Lagares do Cerrado decantava!

    Quando chegou a hora do Lagares, foi uma festa! Um vinho bom desses, em uma garrafa magnun, não é todos os dias que a gente pode!

    O Ivan diz que os pratos de bacalhau são para dois, mas pela nossa avaliação, as porções são para muito mais gente! Pedimos Bacalhau com Batatas ao Murro e Floresta de Bacalhau, ambos os pratos deliciosos.

    Quando chegou a sobremesa, eu passei, pois eu já havia exagerado! E olha que sobrou bacalhau! Mas meus companheiros de mesa ainda tiveram forças para experimentar uns sorvetes com molho de maracujá e de damasco, que vieram acompanhados de um surpreendente Licor de Cerveja (atenção, não é Licor de Cereja, não, é de CERVEJA!).

    Foi um belo jantar! Boa comida, bons vinhos, bom papo e a companhia sempre agradável e simpática do Ivan e da Marilsa. Muito obrigado a vocês dois!
  • 7 de nov. de 2007

    Comentários sobre o Barão do Sul Garrafeira


    José Luis Doldán, adido comercial do Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro, foi um dos sorteados do EnoEventos, há alguns meses, ganhando um vinho Barão do Sul Garrafeira, oferecido pelo Ivan Barros, da Adega da Barra.

    Conforme havia prometido, ele me enviou hoje os comentários sobre o vinho que ganhou. E não só comentou o vinho, como também descreveu a harmonização, só para nos deixar com água na boca. Vejam só o que ele nos conta:

    Como tinha prometido, o Barão do Sul Garrafeira gentilmente cedido pela Adega da Barra e devidamente sorteado pelo site Enoeventos, ficou no aguardo de um bom pernilzinho de cordeiro assado no forno, para efetuar o "maridaje" como se diz na minha terra.

    A perna de cordeiro foi marinada no vinho tinto (como o cordeiro era uruguaio, o vinho foi Tannat, pra ele não achar estranho !!!) com abundante alho triturado e uma generosa porção de "adobo uruguaio". Ficou assimilando os temperos por uma noite e apesar de que há quem diga que isso endurece a carne... eu respondo, - deixa que eu a como!

    A "perninha" foi ao forno, no seu próprio marinado, cozinhando até reduzir o molho quase que completamente, virando-a algumas vezes para conseguir dar aquela cor e uma crosta "crocante".

    Sobre o Barão do Sul, servido junto a nossa "ovina iguaria" a uma temperatura de 17º, na Serra Teresopolitana, que nos brindava com uma temperatura bem amena, apresentou uma cor vermelho rubi bastante escura, com alguns reflexos violáceos. Aromas intensos de frutas vermelhas, muita ameixa, amora, confiture, algo de frutas maduras, aromas de torrefação como café torrado, baunilha, madeira, um frescor de alcaçuz....nariz complexo, intenso e persistente. Podemos defini-lo como um vinho bastante equilibrado, de bom corpo, com taninos bem presentes porém muito macios, indicando vida longa, com acidez e álcool bem equilibrados.

    Desta forma podemos dizer que é um belo vinho (que me perdoe o meu amigo Christóvão pelo plágio do Belovinho...) que combinou muito bem com a perna de cordeiro assada. Não posso deixar de dizer que o cordeiro foi "feito por Suzana" e que sem a sua companhia, a excelência do vinho e do cordeiro teriam perdido grande parte do seu brilho.

    Certamente haverá outros Barão do Sul Garrafeira na nossa mesa, depois de experimentar este, tanto a Suzana como eu, ficamos no aguardo do "Bis". Quem sabe o próximo vai com uma picanha na brasa e molho de "Chimichurri"??? (esse é comigo!).

    Agradeço mais uma vez a todos aqueles que me apresentaram ao Barão do Sul, que veio para ficar...

    ¡ Salud !

    José Luis Doldán

    6 de nov. de 2007

    Segunda sem Lei


    Ontem à noite decidi conferir quais as ilegalidades que o Ivan Barros estava cometendo no novo Bistrô da Barra e participar do jantar "Segunda sem Lei".

    Bem, se servir um delicioso cardápio e harmonizar com maravilhosos vinhos é pecado, Ivan deve ser imediatamente condenado!

    O Bistrô da Barra arregimentou o talentoso chef André Luiz para comandar a cozinha e fez muito bem! Os pratos servidos eram, além de muito gostosos, montados com o capricho de um artista. Confiram só:


    Os pratos eram:
    - Endívias com sour cream e ovas de salmão
    - Mosaico marroquino
    - Surpresa na moranga (recheada com um delicioso bacalhau!)
    - Maravilha de maracujá

    E os vinhos!!! Iniciamos com um espumante argentino extra brut Margot, para harmonizar com as endívias!

    A seguir, o Mosaico e a Moranga foram acompanhados do indescritivelmente maravilhoso Lagares do Cerrado 2001, um Dão 100% Touriga Nacional, com 13% de álcool, em cobiçadas garrafas Magnun. Um vinho em seu apogeu, com aromas etéreos que, como bem avisou Ivan, só ele já valeria por todo o jantar!

    A sobremesa veio com o G. Butron Late Harvest 2005, um meio-a-meio de riesling e gewürztraminer.



    Como se fosse pouco, o cafezinho ainda veio acompanhado de um surpreendente BierLikör (licor de cerveja), acho que produzido no Paraná! Provado às cegas, ninguém chegou nem perto de adivinhar o que era, vistos seus aromas de nozes, café, cacau, amêndoas e otras cositas más que inebriavam a capacidade de discernimento!

    A noite ainda fechou com uma Bagaceira alentejana, da Adega Cooperativa de Borba, que eu passei!

    Parabéns ao jovem chef André Luiz, por seu talento! Ele realmente mereceu os aplausos com que foi agraciado ao final do agradável jantar do Ivan.

    Claro que quem conhece o Ivan vai reclamar que o agradável acima foi um pleonasmo!

    8 de out. de 2007

    2ª Degustação Técnica do EnoEventos

    Em 03/10/2007, reuni mais um grupo de amigos para a realização da 2ª Degustação Técnica promovida pelo EnoEventos.


    Os degustadores estão na foto acima: Amauri Moreira, Ângela Santi, Teresa Jóia, Ana Valéria, Tarcísio Passos e, sentada, Kátia Miranda.

    Como na primeira degustação (se você não leu, clique aqui para acessá-la), começamos com a análise técnica dos vinhos da noite e, após, confraternizamos com vinhos e comidas levados por todos, em um ambiente de muita alegria e descontração.

    Os vinhos analisados foram:

    Malbec de France Le Plant du Roy
    Esse vinho foi gentilmente cedido por Brigitte Stida, representante da Compagnie de Vins de France (CVF) no Rio de Janeiro. A CVF é uma importadora especializada em vinhos de Cahors. Brigitte nos enviou o catálogo da importadora e eu posso afirmar, sem medo de cometer injustiças, que se trata do mais bonito catálogo de vinhos que eu já vi aqui no Brasil. Simplesmente maravilhoso!

    Mas de nada adiantaria um belo catálogo se os vinhos não tivessem a qualidade desse Malbec que degustamos. Quem está acostumado, como eu, com os Malbec argentinos, vai se surpreender! É outro vinho! Acho até que deveriam fazer uma análise no DNA das uvas argentinas para verificar se estamos falando da mesma casta!

    O vinho é de um vermelho-rubi quase cereja, com lágrimas bastante densas. No nariz, apresenta aromas de morango, ameixa, groselha, flores e baunilha. É de uma elegância inacreditável! Taninos aveludados, equilíbrio, frescor e longa persistência.

    Miolo Lote 43 2002
    Esse vinho foi-nos oferecido por Tarcísio Passos, que é um grande apreciador e incentivador de vinhos brasileiros. Por essas e outras é que somos amigos!

    O Lote 43, um dos grandes vinhos nacionais, é um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot. Apresenta uma intensa cor rubi com reflexos granada. No nariz as notas de evolução estão bem presentes: baunilha, couro, madeira, frutas secas e até um kiwi! Na boca, taninos maduros, boa acidez e persistência.


    Bettú Corte Bordalês C 2000
    Esse vinho, Amauri Moreira ganhou do próprio enólogo Vilmar Bettú e colocou para jogo em nossa degustação. Abençoado seja Amauri que nos compartilhou esse vinho! Sabe-se que o corte é bordalês, mas não se tem mais detalhes.

    Um vinho delicioso, com aromas complexos, herbáceos, funghi, madeira, groselha, tabaco, chocolate (muito chocolate...) e nozes pecan. Na boca, muito equilibrado e taninos elegantes.

    Aproveitem o vídeo-clip da noite:

    27 de set. de 2007

    Degustação da Importadora Paralelo 35


    Em 27/09, foi realizada uma degustação de vinhos da Importadora Paralelo 35 no restaurante Olimpo.

    A degustação foi conduzida por Fernando Mourão, da Paralelo 35, e apresentou excelentes vinhos de 4 países distintos, traçando um painel de castas e vinificação que tornou a noite muito agradável e informativa.

    O primeiro vinho foi um francês da Borgonha, o Patriarche Chardonnay 2004: um vinho delicioso, fresco, com boa acidez e persistente; o nariz era muito, mas muito agradável com aromas de côco, manteiga, maçã e maracujá.

    A seguir, foi servido o português Quinta do Portal Colheita 2002: com 12,5% de álcool, é um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. É um vinho já pronto para beber, com aromas de evolução: couro, terra molhada e frutas vermelhas.

    Voamos, então para a Austrália, de onde Fernando nos trouxe o Bremerton Matilda 2005: um vinho com inacreditáveis 15% de álcool, um corte de Cabernet Sauvignon, Shiraz e um pouco de Merlot. Agradável nariz de frutas vermelhas, especiarias e cogumelos, porém o teor alcoólico cobrava seu preço na boca, com um certo desequilíbrio.

    E, finalizando, a Paralelo 35 nos trouxe, da África do Sul, o Five Heirs Cabernet Franc 2003: com 14% de álcool, é um vinho maravilhoso, potente e carnudo, com aromas herbáceos, de couro e de frutas negras. Estagia 15 meses em carvalho francês, resultando em uma boca macia e agradável. Pode ser guardado por 10 anos!

    Notável foi o serviço do restaurante Olimpo, com um atendimento muito gentil, eficiente e bem treinado, com o destaque para as cestas de pães variados, quentinhos e feitos na hora, e as deliciosas torradinhas de cebola, que não paravam de chegar às mesas. Nota 10!

    E, após a degustação, aproveitamos a "Temporada do Marreco" do Olimpo e partimos para um risoto de marreco à portuguesa que era nada menos do que sensacional!

    ALERTA!!! Eu produzi alguns filmes durante a degustação que, por condições de iluminação não apropriadas, não saíram grande coisa! Portanto, só os assista por sua conta e risco!

    No primeiro, a Amiga do Vinho Cláudia De Maria analisa o Bremerton Matilda:


    No segundo, a enófila Eliane Aristóteles analisa o Five Heirs Cabernet Franc:


    No terceiro, apresenta o exterior do Olimpo, onde se pode ver (não muito bem...) a maravilhosa arquitetura de Oscar Niemeyer:

    20 de set. de 2007

    1ª Degustação Técnica do EnoEventos

    Convidei alguns amigos-enófilos para uma degustação técnica de 2 vinhos selecionados:

  • Leyda Single Vineyard Sauvignon Blanc
  • Tamaya Special Reserve


    Estavam presentes, conforme a foto acima, Sônia Antônia, Cristiane Miranda, Tarcísio Passos, Marta Esperança (em pé) e Carlos Teles e Ivone Soares (sentados). E eu, é claro, que estava batendo a foto. Mas não se deixem enganar pela alegria do momento, pois essa foto foi batida ao final da noite: a degustação técnica foi muito séria e metódica.

    Ambos os vinhos eram excelentes e resultaram em boas avaliações.


    Degustação do Leyda Sauvignon Blanc

    Safra: 2005
    Castas: 100% Sauvignon Blanc
    Álcool: 13,5%
    Região: Vale Leyda
    Visual: apresenta uma cor amarelo-palha, bem límpida e transparente;
    Olfativo: um nariz maravilhoso, muito intenso e frutado, com aromas de abacaxi, mousse de maracujá, lima, damasco e pêssego;
    Paladar: refrescante acidez e boa persistência
    Nota média: 87 pontos

    Vejam só o Carlos Teles apresentando sua análise sobre o vinho:




    Degustação do Tamaya Special Reserve

    Safra: 2002
    Castas: Cabernet Sauvignon 50%, Syrah 25% e Carmenère 25%
    Álcool: 13,5%
    Região: Vale Limari
    Visual: vermelho-rubi, com reflexos granada, revelando sua safra de 2002;
    Olfativo: também apresentava aromas inebriantes, de frutas negras, amora, ameixa, e tabaco, café, muito chocolate, couro e especiarias
    Paladar: vinho macio, com taninos aveludados, muito persistente e ainda com uma acidez muito agradável
    Nota média: 90 pontos

    Agora vejam Cristiane Miranda analisando o Tamaya:



    Bueno, como ninguém é de ferro, após a degustação técnica, começou a degustação festiva. E bota festiva nisso, pois éramos 7 degustadores e bebemos 8 garrafas no total. Olhem só a foto! E fora os quitutes: cada um levou uma coisa para comermos e posso destacar o "falso bacalhau", preparado pelo Tarcísio, que a Marta insistia em chamar de pseudo-bacalhau! Tinha também um paté de figado de frango com ameixas, preparado pela Lea de Garcez (que estava 10!) e uns folheados de frango deliciosos.



    Foi uma noite proveitosa: analisamos os vinhos escolhidos, bebemos outros, muito bons, comemos bem e, principalmente, nos divertimos a rodo!

    Oscar Daudt
  • 14 de set. de 2007

    Uma noite e tanto!


    Prezados amigos,

    Eu não posso deixar de compartilhar com vocês as sensações maravilhosas que tivemos no último encontro de nosso grupo de degustação na ABS. Foi uma noite supimpa!

    A grande estrela foi o vinho The Reserve, da Yalumba (foto ao lado), da Austrália Meridional. É um vinho que eu nunca teria condições de comprar, pois custa assustadores R$699,00. Mas, no entanto, vale cada centavinho! É um corte de 71% de cabernet sauvignon e 29% de shiraz que estagia 22 meses em carvalho francês e depois repousa mais 6 inacreditáveis anos em garrafa. Conforme nosso orientador, Roberto Rodrigues, ele é produzido apenas em grandes anos e a safra que bebemos, 1998, é a melhor de todas! E, ainda segundo Roberto, esse vinho é considerado por muitos como o melhor da Austrália. Tá bom ou quer mais?

    O vinho é todo perfeito! Seus 14,5% de álcool passam desapercebidos em meio a tanta estrutura e elegância! Os aromas são inebriantes: figo, ameixa, cassis, tabaco, louro, chocolate, couro, café, caramelo e uma deliciosa baunilha! E na boca é uma obra-prima, redondo, encorpado, equilibrado e absolutamente persistente. Até agora, passadas mais de 12 horas, o gosto ainda está presente em minhas papilas. E acho que essa lembrança vai ficar por ali para sempre.

    Meus Amarones que se cuidem, pois esse Yalumba é 10! Na verdade, é mais do que 10, é 97,5 que foi a média dos pontos que o vinho obteve em nosso grupo.

    Com um vinho assim, nem precisava ter mais nada. Mas teve outros dois excelentes vinhos autralianos (foto ao lado) mas que, coitados, desapareceram ante a grandiosidade do Yalumba The Reserve!

    E para continuar a noite inesquecível, Solange fez uma degustação às cegas (???) de patés preparados por ela mesma, acompanhados de um Barbera d'Alba.

    Terminou? Não, tem mais...

    Ao final, graças ao Albino, um vinho do porto que ele herdou de uma tia, muito, muito antigo, mas que não se sabia de quando era. Era um Malvasia Lagrima, da Real Companhia Velha. Um vinho branco, mas que pela foto abaixo vocês podem ter idéia da evolução: era de um âmbar-escuro impressionante, brilhante e transparente.



    O Porto foi acompanhado por brownies (de receita australiana, é claro!), preparados pelo Albino, e por pastéis de arroz recheados com creme de amêndoas que eu achei que haviam sido feitos pelos anjos, mas que na verdade foi a Solange que fez. O que, no final das contas, dá exatamente no mesmo!

    Oscar Daudt

    11 de set. de 2007

    Symposium - Degustação "paralela"



    Participei de uma degustação paralela à degustação oficial da Cava de Vinhos do simpático Jesus Ruiz.

    Eu e alguns amigos tentamos, mas a degustação dos vinhos da Rioja foi disputada. Sem vagas, decidimos conhecer o Symposium. Agradabilíssimo local e acabamos mimados pelo Jesus Ruiz e pelo Jose Hodara com simpáticos presentes a mesa – El Talut e o azeite Galilea.

    Conheci Oscar, finalmente! Outro grande presente.

    Começamos com o espumante Adolpho Lona Rose 2005 produzido com uvas chadornnay e pinot noir, excelente custo X benefício. Leve, aromático.


    E começaram os mimos! Jose Hodara nos leva uma taça de um carmim deslumbrante. Martinez Laorden El Talud Rosado 2005, vinho que mexe com os sentidos: visão, olfato e paladar. Aromas leves de cereja, framboesa, morangos e todas as frutas vermelhas frescas que consegui captar. Só que não conseguia parar de olhar a beleza do vinho na taça! Temperatura perfeita, na boca, frescor.

    Senti mel, mas os aromas marcantes eram das frutas vermelhas frescas.

    Somados ao belo vinho, recebemos uma prova do delicioso azeite espanhol Galilea – comprei em outra ocasião, recomendo pela qualidade do produto e excelente atendimento do Jesus Ruiz.



    A noite seguiu com dois potentes Bordeaux. Primeiro Chateau Jordan 2000 e, logo depois, Paul Jaboulet 2002. Vinhos densos, aromáticos, preenchiam a boca e os aromas de amora em compota do Chateau Jordan prevaleciam. O segundo, embora mais jovem, já trazia aromas animais de vinhos mais maduros.

    Mesmo com este dois franceses impressionantes, confesso que o El Talud foi o meu vinho da noite, pelos tons carmim simplesmente apaixonantes. Remetia alegria, sensações de leveza, enalteceu os prazeres da noite!

    Onde encontrar:
    - Martinez Laorden El Talut Rosado
    o Jesus Ruiz - 24 2222.1990 / http://www.cavadevinhos.com
    - Adolpho Lona Rose, Chateau Jordan 2000 e Paul Jaboulet 2002
    o Symposium – 21 2205-3122

    4 de set. de 2007

    Degustação da Compagnie Vins de France

    Colaboração de Teresa Jóia

    Participei, junto com mais quatro amigas, da Degustação da Compagnie Vins de France, no último dia 30/08, na ABS-RJ. A Compagnie de Vins de France, representada pela simpática Brigitte Stida, iniciou suas atividades em 2006 e trouxe o Malbec de France para o Brasil, na última Expovinis.

    A apresentação primorosa foi de Marcos Lima, monitor da própria ABS-RJ. Ele iniciou a apresentação com um passeio pela região de Cahors, onde se planta a sensível Malbec em hectares controlados pela rígida legislação francesa.

    Marcos dividiu sua apresentação em informações e curiosidades sobre a região produtora, sobre a uva, serviço do vinho e harmonização.

    Cahors é historicamente a região de origem da uva Malbec. Os primeiros escritos datam de 92 DC. Passando por distintas fases, a região viveu seu auge e também momentos difíceis, causados por guerras e pragas. Graças à extraordinária capacidade de renovação, permaneceu a qualidade do vinho característico da região.

    Passeando pela história do vinho e também pelas belíssimas paisagens de Cahors, projetadas, fomos nos deliciando com curiosidades e descobertas que nos informava Marcos Lima, que tento transcrever:

  • durante a devastação dos vinhedos europeus pela filoxera, a produção de Malbec ficou reduzida à região de Cahors

  • a Malbec é uma uva de casca fina, que produz um mosto concentrado, resultando em vinhos longevos e de boa estrutura

  • Cahors é uma região não montanhosa, de solo calcário e a insolação deve ser aproveitada ao máximo, por isso, a legislação francesa é muito rígida no espaçamento entre as videiras e entre as fileiras plantadas, para que uma fileira não produza sombra sobre a outra.

    Os vinhos de Cahors passam por um rígido controle em todas as etapas de sua produção, até que, na finalização, é realizada uma avaliação para que o vinho possa receber ou não o título de AOC – Appellation Cahors Controllé.

    Bem, quando iniciamos a falar sobre o vinho, nossas taças foram preenchidas com o precioso líquido de Bacco, de um vermelho rubi intenso e fomos informados por Marcos Lima, que a aeração na taça era providencial, uma vez que o Malbec de France, era intenso nos aromas de frutas vermelhas, mas não que fosse necessário a utilização de um decanter. E assim o fizemos, deixando na própria taça por alguns minutos antes de degustarmos.

    Algumas informações técnicas sobre o vinho, extraídas do catálogo da Compagnie Vins de France:

  • Vinho: Malbec de France Le Plant du Roy AOC
  • 100% malbec
  • graduação alcóolica de 13%
  • serviço na temperatura entre 15º e 16º
  • vinificado pelo método tradicional, com temperatura de fermentação controlada entre 24º e 25ºC, sendo macerado por 10 dias e sua maturação realizada 90% em tonéis de inox e 10% em barricas de carvalho.

    É um vinho da região dos melhores 'terroirs' da Denominação, fruto de uma assemblage inovadora, que combina três safras especiais:

  • da safra de 2002, herdou os finos taninos já envelhecidos
  • da safra de 2004, seus aromas de frutas amadurecidas pelo generoso sol desse ano
  • de 2005, herda o frescor inconfundível da Malbec

    Na boca esse vinho revela a tipicidade da Malbec, a sua potência, estrutura, e o seu sabor inconfundível. Não há que se fazer comparações com os malbecs argentinos, pois são distintos.

    Marcos Lima deu dicas de harmonização que nos deixou com vontade de sair dali e experimentar. Falou-nos de queijos fortes, mas não muito salgados, carnes grelhadas/exóticas e cogumelos.

    Ficou o convite para a degustação dos outros dois vinhos da Compagnie de Vins de France, que não chegaram a tempo: o Impernal 100% Malbec e o Le Paradis, também 100% Malbec.

    Foi tanta informação sobre a produção, sobre regiões francesas além das informações do próprio vinho que só poderia resultar em uma coisa: saímos de lá e fomos degustar o Malbec de France com queijos brie e camembert e cogumelos shitake no Empório Santa Fé.

    E aí nos foi possível fazer a combinação e constatar quão aveludado, bem estruturado e delicado, com um amadeirado ligeiro é o vinho Malbec de France, novidade no Brasil.

    O Empório Santa Fé, ainda não tem em sua carta o Malbec de France, mas certamente vai incluí-lo. Nossa garrafa foi cortesia da querida Brigitte.
  • 31 de ago. de 2007

    Degustação no Restaurante Olimpo


    Você não conhece o Restaurante Olimpo, em Niterói? Então pegue a barca e vá correndo conhecer, antes que algum apagão marítimo nos impeça também de navegar!

    O Olimpo fica na estação das barcas de Charitas, um conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer. É uma típica obra de nosso arquiteto-mor, arrojada, cheia de curvas e, à noite, iluminada de azul, destacando-se sobre a baía de Guanabara. A visão é emocionante e foi assim com essa emoção que nós - Sônia Antônia, Tarcísio e eu - chegamos para a degustação oferecida pelo restaurante.

    Com apresentação de Paulo Nicolay e patrocínio da Expand, a degustação apresentou três vinhos de excelente relação custo x benefício para o dia-a-dia:




  • Norton DOC Malbec 2004, da Argentina
  • Concha y Toro Trio Cabernet Sauvignon + Syrah + Cabernet Franc 2005, do Chile
  • Vinibrasil Paralelo 8 Super Premium, do Vale do São Francisco

    Foi a primeira vez que tive a oportunidade de assistir a uma palestra do Paulo e fiquei bastante impressionado com seu profundo domínio do assunto aliado a um linguajar leve, simples e interessante, como a ocasião exigia.

    A degustação foi acompanhada por cestinhas de pães, quentinhos e variados, que empurravam com a barriga a fome que nos assaltava.

    Terminada a degustação, corremos todos para o jantar. Com um cardápio sofisticado e acessível e uma excelente carta de vinhos, o Olimpo faz jus ao nome. Comemos e bebemos como deuses!


    O restaurante é lindo, com grandes janelões que descortinam a paisagem e, de quando em quando, uma cascata de água escorre pelos vidros, criando um ambiente ao mesmo tempo misterioso e romântico.

    Mas se você não quiser jantar, o Olimpo também tem um bar, mais bonito ainda, com azulejos decorados com os traços simples e dramáticos do mestre Niemeyer.

    Oscar Daudt
  • 21 de ago. de 2007

    Degustação Miolo


    Confesso que a viagem virtual pela Miolo me encantou – e seus vinhos surpreenderam muitíssimo...

    Sexta a noite, fui a ABS Flamengo incrédula.
    Miolo era sinonimo, até aquela noite, de vinhos simples, sem grande expressão e nada mais.

    Inicia a apresentação da Miolo Wine Group e fico surpresa. Tecnologia e elegância, assim definiria a Miolo que descobri – ou me permiti conhecer.


    Os vinhos da noite foram:

  • Gran Lovara, 1999 (Serra Gaúcha/RS)

  • Quinta do Seival Cabertet Savignon, 2005 (Campanha/RS)

  • Merlot Terroir, 2004 (Vale dos Vinhedos/RS)

  • RAR, 2004 (Campos de Cima da Serra/RS)

  • Lote 43, 2004 (Vale dos Vinhedos/RS)


  • A sala é tomada por um aroma agradabilissimo, assim marca sua chegada o Gran Lovara.
    Cor encantadora, um vermelho rubi escuro intransponível – uma bela “mistura” das uvas Cabernet Savignon, Merlot e Tannat. Porém é seu aroma que brinca no ar. Extremamente aromático, as frutas vermelhas maduras marcam bem este vinho.
    Na boca, bem estruturado, acidez equilibrada e taninos já finos, isto é, a língua fica seca, mas nada áspera. Mostra-se presente na boca, diria um vinho “carnudo”.

    Quinta do Seival é um vinho quente. Sente-se um certo trufado em seu aroma, fundo de copo mostra o “doce” caramelo extraído de sua “estadia” em barrica americana por um ano. Contudo taninos ainda marcantes.

    A produção na região do Vale do Vinhedos impressiona pela tecnologia empregada, mas que não suplantou a bela natureza. Ali nasce o tão esperado da noite Lote 43 como, também, o Merlot Terroir. Este vinho chamou atenção por duas particularidades: o toque de mentol que “abre” o olfato assim que o aproximamos do nariz, mas pelo belo aroma de rosas do fundo de copo.

    RAR é produzido numa das regiões mais altas e frias do Brasil, mas o vinho é elaborado no Vale dos Vinhedos. Envelhece 1 ano em barrica de carvalho e mais um ano em garrafa. Características que chamam atenção: um toque sutil de eucalipto, especiarias e presença de aromas vegetais.

    Lote 43 vinho que causou grande surpresa. Já tinha ouvido falar do ícone da Miolo, especialmente a safra 1999. Provamos sua última safra elaborada, uma vez que, segundo enólogo da Miolo, os vinhos tops não têm a “obrigação” de produção constante, mas de excelentes safras. Completamente diferente dos vinhos anteriores, este tem um vermelho tendendo ao castanho diria. Uma cor muito bonita e diferente. Impressionou seu aroma bem sutil de café. Ainda ácido e com taninos marcantes. Merece envelhecer mais alguns bons anos, mas mesmo assim impressiona muitíssimo!

    Nesta degustação descobri vinhos nacionais atraentes.
    Elegeria o Gran Lovara 1999 o presente da noite: aroma marcante e envolvente na boca.



    Onde encontrar:
    http://www.miolo.com.br/

    SAC: 0800 9704 165

    17 de ago. de 2007

    Ave Amarone!


    Nosso grupo de degustação da ABS fez uma reunião cujo tema era Valpolicella!

    Muitas vezes, acostumados com a grande quantidade de vinhos medíocres que essa região italiana coloca no mercado, esquecemos que ela também é berço de grandes e saborosos vinhos! E nós tivemos uma prova disso.

    A noite começou com um Valpolicella Classico Speri 2004, vinho de 8 euros recomendado pela Gambero Rosso como uma boa relação custo x benefício. Um vinho agradável, mas que pedia uma macarronada para acompanhá-lo. E que, coitado, foi fulminado pelas maravilhas que o seguiram.

    O segundo vinho era o La Casetta Ripasso 2000, do Domìni Veneti. Vinho em seu apogeu, equilibrado, complexo, exuberante. Albino e eu ficamos fãs desse vinho, mas não sabíamos o que nos esperava a seguir!

    Nada mais, nada menos do que um Amarone em todo o seu esplendor! Bem, eu sou suspeito para falar, pois o Amarone é meu vinho predileto e acho que, só de ler o rótulo, já dou nota 100 para ele. Mas esse era excelente! Um Amarone della Valpolicella Classico I Castei Campo Casalin 1999, de Michele Castellani, com seus 15,5% de álcool. Era um monumento! Muito intenso, muito persistente, tinha camadas e camadas de aromas, chocolate, couro, café, amêndoas, figo, baunilha e por aí vai!

    Bem, depois desse vinho, eu não precisava de mais nada, poderia ir para casa direto sonhar com ele. Mas nosso orientador, Roberto Rodrigues, ainda nos proporcionaria mais um excelente vinho. Um Recioto della Valpolicella 1999, também do Domìni Veneti, vinho de sobremesa, com encantadores aromas de frutas secas, mel, goiabada, cassis.

    E para acompanhá-lo, Albino levou um autêntico bolo de rolo pernambucano, uma das melhores sobremesas da cozinha nordestina (para quem não conhece um bolo de rolo, a foto está acima).

    E olhem só a satisfação de todos, na foto abaixo, depois de beber o Amarone: Solange, Dionello, Maria Luiza, Roberto, Maria Lúcia, Polzin e Albino.

    23 de jul. de 2007

    Chianti Classico - Impressões e Expressões de Sentidos


    Chianti Classico DOCG – 2004
    SAN GIOVANNI AGRICOLTORI DEL GEOGRAFICO
    CASTELLINA GAIOLE RADDA
    AVANZATI BERNARDI

    Domingo à noite e minha primeira experiência com um Chianti Classico.
    Belo presente!

    Sim, uma iniciante que imaginou que Chianti seria apenas nome das colinas que se estendem ao sul, numa das divisões da Toscana na parte central da Itália. Buscando saber e sabor descobri mais que isso – ah se o Google falasse!

    Vinho: um passeio pelos sentidos
    Comecei pelo rótulo – quem nunca se encantou com um belo rótulo? Acredito ser o sedutor, que nos conduz ao vinho logo no primeiro olhar.

    Este é simples, mas atraente. Diz bastante do vinho.

    O Classico no nome indica zona de produção original em uma região DOC(G), geralmente os melhores vinhedos.

    Pesquisando mais um pouco, descobri que a área classico inclui região ao redor das vilas de Gaiole, Radda e Castellina e, hoje, conta, também, com a área de Greve, San Casciano, Barberino Val d’Elsa e Castelnuovo Berardenga.
    No caso deste Chianti, trata-se de um original e tradicional classico, indicado no próprio nome - SAN GIOVANNI AGRICOLTORI DEL GEOGRAFICO - CASTELLINA GAIOLE RADDA.

    Ao abrir, o contato com os primeiros aromas de frutos maduros indicam um belo passeio gustativo.
    Visualmente atraente, na taça mostra um belo vermelho-rubi escuro. Digno de paixão a primeira vista.

    Predominam aromas de frutas como ameixa, mas percebe-se um toque floral e de ervas secas. Marcando as principais características da cepa Sangiovese.
    Quanto mais tempo aberto, mais aromas desprendidos, porém o toque de baunilha e até chocolate presentes marcam sua presença na taça. Senti, também, bem sutilmente algumas especiarias.

    Na boca bastante macio, acidez presente sem ser agressiva, isto é, sem provocar salivação excessiva. Tanino equilibrado – sem deixar a língua áspera, mas limpa – o torna vivo e presente de forma bastante agradável.

    Muito boa experiência!

    Onde encontrar: Supermercado Zona Sul Ipanema
    Preço: R$ 49,95


    Oscar, muito obrigada pelo espaço, pelo carinho e por acreditar numa enofila iniciante.

    Um grande beijo!