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8 de dez. de 2007

ABS na Serra Gaúcha - Tanoaria Mesacaza - por Ahnis Fraga

Já imaginou como as barricas são arqueadas? E os aros que fixam as madeiras que não levam NADA para “colá-las”? Até mesmo no encaixe da tampa que veda a barrica, nada de cola. E a tosta que proporciona tantos aromas aos vinhos? Já imaginou como ocorre?

Conhecer tudo isso mais as tantas "engenhocas" que, hoje em dia, reduziram o tempo de produção de uma única barrica para algumas muitas ao dia, faz parar para pensar como tudo era feito há séculos atrás.

A seqüência de imagens é da confecção de uma barrica, da formatação até a sua tosta. Alguns minutos de um trabalho que, segundo o tanoeiro e proprietário Eugenio Mesacaza de uma tradicional família de imigrantes, levava dias e envolvia muitas pessoas.

Estes aros, colocados pela máquina em segundos, para ficar ajustado absorvia tempo e energia de muitas pessoas. Marteladas substituídas por braços mecânicos precisos.



Este equipamento pode ser regulado para dar à madeira a tosta necessária. É o “grau” da tosta
que atribuí ao vinho – através de uma série de reações químicas do vinho em contato com a madeira, claro – aromas de caramelo, baunilha, chocolate mais ou menos intensos.

Impressiona a busca constante do Sr Eugenio pela melhoria de seu trabalho. Segundo ele, para confeccionar esta máquina de tosta da barrica, foram feitas algumas viagens ao exterior, muitos livros e, mais que isso, contaram com a inventividade de brasileiros que adaptaram muitas ideias à nossa realidade.

Vale conhecer e ver o trabalho dos Mesacaza!



ABS na Serra Gaúcha - Miolo - por Ahnis Fraga

Dias 08 a 11 de Novembro de 2007

Enfoque: Conhecer seus vinhos, instalações, métodos de fabricação e vinhedos.

Durante toda a viagem, contamos com as explicações e excelentes observações de Ricardo Farias (ABS) que nos acompanhou nesta fantástica viagem.

Como foi dito, assim que chegamos a Bento Gonçalves, por Ricardo Farias, “estamos numa região do Brasil que dá certo”. E como funciona esta região do Brasil!

Um pouco antes de chegar à entrada da Miolo, um novo empreendimento: o Villa Europa Hotel & Spa do Vinho Caudalie Vinothérapie (http://www.villaeuropa.com.br/spa/). Comecei a imaginar banhos de vinho, banho em barrica – uma espécie de enoofuro. Vimos apenas de longe, mas impressiona...

Ao chegar, fomos conduzidos por um enólogo da Miolo – vale observar que ele tem 23 anos e uma desenvoltura e conhecimento técnico de alguém com muita experiência – para conhecer as instalações. Começamos por um vinhedo em frente à entrada.

Olhar as instalações da Miolo surpreende. Definiria como tecnologia aliado à ousadia. Requinte. Detalhes que fazem da Miolo uma das representantes de grande destaque no mundo dos vinhos no Brasil.

A entrada impressiona pelo cuidado desde os vinhedos até as instalações de elaboração.

Conduzidos à sala de degustação - pelo caminho pude observar detalhes da estória da familia -, fomos agraciados com alguns vinhos que ainda estão em fase de elaboração, sem rótulo ou mesmo 100% definido.

Experimentamos nada menos que DEZESSEIS vinhos! Cada um com uma expressão diferente, uns quase travavam na língua pelos taninos tão “duros” – eu definiria taninos com excesso de juventude que não deixa o vinho se expressar bem.

Experiência única: provar o Lote 43 2005 que tem data prevista de lançamento apenas em Agosto de 2009! Lote 43 reafirmou sua excelência!

Transitar pela cave é ver um mundo de vinhos, sentir aroma de madeira das barricas. Os vinhos especiais, que não são comercializados – caso de algumas garrafas do Lote 43 em garrafas especialíssimas, quase do meu tamanho, encomendadas para festas para lá de especiais - é vivenciar parte de um processo que o enófilo deveria conhecer, pois é uma sensação impar. Cada casa/produtora tem sua particularidade. Tem seus encantos.

A Miolo impressiona por suas instalações modernas, tecnologia presente em cada etapa e por conservar tanto sua história como a Osteria Mamma Miolo. História viva!

Segundo informaram, a Osteria funciona no local que foi a primeira casa da família.

Nosso almoço, um caso a parte – pequenas delicias típicas do local! Nada me impressionou mais que o delicioso “pien” – uma massa cozida com carnes suína, frango e outras, queijos fortes como parmegiano, pão e outros segredinhos – com Merlot Terroir 2005.

A viagem estava apenas começando....