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1 de set. de 2008

Nova política de postagens


Eu já ouvi muitas lamentações de leitores do EnoEventos informando que eles não conseguem ler as matérias que eu divulgo através de nosso blog, em função de políticas de acesso de algumas empresas, que não permitem que seus empregados possam consultar blogs em geral.

Muito embora seja muito mais simples e rápido postar notícias no blog, tomamos a decisão estratégica de, sempre que possível, privilegiar a divulgação através de nosso site principal, o EnoEventos.

Portanto, não estranhem se, a partir de agora, nosso blog ficar um pouco adormecido. Com certeza é porque nosso site estará muito mais recheado de novidades para todos os leitores.

20 de ago. de 2008

O Inacreditável Vexame da Wine Spectator

Eu sempre achei estranha a lista dos melhores restaurantes para enófilos, organizada pela prestigiada revista Wine Spectator.

Na edição de 2007, por exemplo, os restaurantes brasileiros indicados limitavam-se a diversas churrascarias paulistas e, no Rio, apenas o Laguiole. Estlanho, não, Charlie Chan?

Pois agora, os rígidos critérios de seleção da revista vieram a tona! O escritor e crítico Robin Goldstein passou da fase da curiosidade para a ação e criou um restaurante fictício, a Osteria L’Intrepido, e enviou à Wine Spectator o cardápio, a carta de vinhos e pagou a taxa de 250 dólares.

Isso foi o suficiente para que seu inexistente restaurante de Milão fosse agraciado com o Wine Spectator Award of Excellence!

Mas o mais impressionante e o que serviu para detonar de vez os critérios utilizados pela revista é que a falsa carta de vinhos foi montada com os rótulos italianos que, ao longo de 20 anos, obtiveram as piores avaliações sabem de quem? Isso mesmo, da Wine Spectator!

Eis a carta de vinhos submetida com as avaliações que os vinhos receberam:

I rossi italiani “riserva” della nostra cantina

AMARONE CLASSICO 1998 (Veneto) Tedeschi 80,00 €
Wine Spectator rating: 65 points. “…Not clean. Stale black licorice…”

AMARONE CLASSICO “LA FABRISERIA” 1998 (Veneto) Tedeschi 185,00 €
Wine Spectator rating: 60 points. “…Unacceptable. Sweet and cloying. Smells like bug spray…”

AMARONE CLASSICO “GIOÉ” 1993 S. Sofia 110,00 €
Wine Spectator rating: 69 points. “…Just too much paint thinner and nail varnish character…”

BARBARESCO ASIJ 1985 (Piemonte) Ceretto 135,00 €
Wine Spectator rating: 64 points. “…Earthy, swampy, gamy, harsh and tannic…”

BAROLO 1990 (Piemonte) Az. Agr. GD Vajra 140,00 €
Wine Spectator rating: 64 points. “…Earthy, musty, lacking in charm…”

BAROLO RISERVA 1982 (Piemonte) Bruno Giacosa 250,00 €
Wine Spectator rating: 72 points. “…Agressive [sic] tannins that are sharp and harsh…”

BAROLO “ZONCHERA” 1994 (Piemonte) Ceretto 120,00 €
Wine Spectator rating: 74 points. “Quite disjointed…a coarse, chewy texture and an astringent finish. Hard to tell if it will ever come around…”

BRUNELLO DI MONTALCINO RISERVA 1996 (Toscana) Gianfranco Soldera 235,00 €
Wine Spectator rating: 74 points. “…Turpentine. Medium-bodied, with hard, acidic character. Disappointing…”

BRUNELLO DI MONTALCINO “LA CASA” 1982 (Toscana) Tenuta Caparzo 200,00 €
Wine Spectator rating: 67 points. “…Smells barnyardy and tastes decayed. Not what you’d hope for…”

BRUNELLO DI MONTALCINO 1993 (Toscana) Tenuta Caparzo 180,00 €
Wine Spectator rating: 80 points. “…A bit lacking in concentration, but with pretty, round tannins and a soft finish…”

BRUNELLO DI MONTALCINO RISERVA 1995 (Toscana) Tenuta Caparzo 135,00 €
Wine Spectator rating: 81 points. “…The palate is light-bodied with a slightly diluted finish. Light for the vintage. Rather disappointing for this producer…”

CABERNET SAUVIGNON “I FOSSARETTI” 1995 (Piemonte) Poderi Bertelli 120,00 €
Wine Spectator rating: 58 points. “Something wrong here. Of four samples provided, two were dark in color, but tasted metallic and odd…”

SASSICAIA 1976 (Toscana) Tenuta San Guido 250,00 €
Wine Spectator rating: 65 points. “…Even Sassicaia could not apparently escape the wet weather of this memorably bad vintage in Tuscany. It lacks harmony, having oxidized…”

SASSICAIA 1980 (Toscana) Tenuta San Guido 280,00 €
Wine Spectator rating: 77 points. “…Light, watery and diluted vanilla and milk chocolate character…”

SASSICAIA 1995 (Toscana) Tenuta San Guido 300,00 €
Wine Spectator rating: 90 points. “…Rich in currant, blackberry, dried herbs and tanned leather…”

14 de ago. de 2008

Vinhos para a Lei Seca

As Bodegas Torres, a grande vinícola espanhola, lançou naquele país um vinhos perfeito para os novos tempos brasileiros: o primeiro vinho sem álcool (ou quase, 0,5% de teor alcoólico).

O lançamento ocorre poucos meses depois que a vinícola Casa de la Ermita, de Jumilla, apresentou o primeiro vinho de baixa graduação (6,5% de álcool): um tinto chamado de Altos de la Ermita, corte das castas Monastrell, Tempranillo e Petit Verdot.

Ambas são iniciativas que enfrentam a queda de consumo de vinho em bares e restaurantes devida ao medo que o bafômetro vem despertando nos motoristas espanhóis. Lá como cá...

Um dos problemas que os novos produtos vão enfrentar reside no próprio nome de vinho, tendo em vista que a legislação européia exige um mínimo de 9% de álcool (com algumas exceções) para que uma bebida seja assim identificada.

A Casa de la Ermita esclarece que o baixo teor alcoólico de seu produto se deve ao stress hídrico a que submete os vinhedos, explicação que despertou um certo ceticismo. O vinho da Torres, batizado como Natureo, por outro lado, parte de um vinho aromático que, após fermentação de 2 semanas, tem sua graduação alcooólica diminuída por um processo físico.

É interessante a escolha da casta pela Torres: um 100% moscatel romano, da DO Penedés. É uma das castas mais aromáticas e sua utilização parece decorrer do desejo de manter a maior sensação de que se está bebendo um vinho.

Em seu comunicado à imprensa, a Torres informa que seu vinho Natureo é um produto projetado para aqueles que por alguma razão não podem consumir vinho, tais como mulheres grávidas e aqueles que vão dirigir.

O Natureo será vendido por 7 euros (cerca de 18 reais) enquanto que o Altos de la Ermita custará 12 euros (cerca de 31 reais).

Por enquanto, ambas as casas espanholas não têm planos para vender os novos produtos fora da Espanha. Tolinhos, eles não sabem o mercado que estão perdendo por aqui!

17 de jul. de 2008

Sommelier carioca no Spumanti d'Italia


É sempre bom saber que os profissionais brasileiros estão cada vez mais respeitados no exterior!

Foi, portanto, com grande satisfação que recebi a notícia de que a sommelier carioca Alessandra Rodrigues foi convidada para ser jurada no prestigiado concurso de espumantes italianos, em Conegliano, no Veneto. Aliás, Alessandra foi a única representante brasileira nesse concurso.

O Spumanti d'Italia, realizado nos dias 14 e 15 de julho, avaliou 312 espumantes de 12 diferentes regiões italianas.

8 de jul. de 2008

Livro comemorativo aos 200 anos da chegada da Família Real

Publicação traça panorama das relações comercias entre a vinícola e o Brasil


Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil, a Real Companhia Velha, representada no Brasil com exclusividade pela Importadora Barrinhas, lança, dia 10 de julho, às 18h, no Palácio São Clemente, no Rio de Janeiro, o livro O Brasil, o Douro e a Real Companhia Velha. A obra faz um apanhado das relações comerciais entre a empresa e o Brasil ao longo dos mais de 250 anos da vinícola, que fornecia exclusivamente os vinhos bebidos pela corte.

O lançamento terá a presença do autor, o português Fernando de Souza, que fará explanações sobre o livro, do presidente da Real Companhia Velha, Pedro Silva Reis, e do cônsul de Portugal, Antonio Almeida Lima. No coquetel de lançamento, serão servidos vinhos da vinícola e menu do Isidro Buffet. O livro será lançado também no Recife, no dia 16/07, às 18h, com jantar no Restaurante Leite; e em Salvador, no dia 17/07, às 20h, com coquetel na Associação Comercial da cidade;

Em O Brasil, o Douro e a Real Companhia Velha, o autor analisa o papel da vinícola na economia do Brasil no final do Antigo Regime, sabendo que o Atlântico, durante o século XVIII e as duas primeiras décadas do século XIX, constituiu o quadro do comércio externo português. O livro contribui para a reconstituição do movimento comercial atlântico, já que a Real Companhia Velha alimentou um importante comércio transatlântico, dominando as rotas institucionais de fornecimento sobretudo de vinhos de Portugal para o Brasil.

O livro começa com um capítulo dedicado à política econômica do Marquês de Pombal e segue com a apresentação da Real Companhia Velha. Durante o texto, são ressaltadas as dificuldades sentidas pelas primeiras esquadras enviadas ao Brasil devido à oposição de que foram alvo por parte dos ingleses e da burguesia de negócios do Porto. Também são abordados os negócios da vinícola com o Brasil no que diz respeito a produtos, preços, remessas e transportes. Para encerrar, o autor faz uma abordagem à Real Companhia Velha após a independência do Brasil.

Fundada em 1990, com matriz no Rio de Janeiro e escritório comercial em São Paulo, a Importadora Barrinhas tem representantes nos principais estados do Brasil e é líder na importação de vinhos portugueses da região DOC Douro para o Brasil. A importadora representa vinícolas italianas, francesas, espanholas e chilenas, além de produtores de alimentos como azeite de diversas origens, aceto balsâmico, tomates italianos, entre outros.

25 de jun. de 2008

O vinho é verde ou é rosé?

A região do Vinho Verde é conhecida mundialmente por seus vinhos brancos, secos e refrescantes, que têm boa aceitação no mercado internacional como vinho para o verão.

Pois agora, num aparente contra-senso para quem fala português, os vinhos verdes estão, cada vez mais, sendo produzidos na versão rosé.

Praticamente inexistentes há 4 anos atrás, hoje os vinhos rosés já respondem por 5% da produção total da região.

Parece mesmo que a moda dos vinhos rosés está chegando para ficar. Depois de assaltar os Vinhos do Porto, agora é o Vinho Verde que sucumbe...

Será que falta ainda muito tempo para assistirmos ao lançamento das versões cor-de-rosa de Chablis ou Barolos?

15 de jun. de 2008

Croft Pink, o primeiro Porto Rosé

A legislação portuguesa exige que os Vinhos do Porto sejam ou tinto, ou branco. No entanto, a Casa Croft acaba de lançar no mercado o Croft Pink, o primeiro Porto rosé.

Na verdade, a palavra rosé não aparece em nenhum lugar do rótulo e o vinho é promovido como um Ruby clarinho. Mas com o nome Pink e a indiscutível cor, não resta nenhuma dúvida sobre de que se trata!

Infelizmente, não consegui descobrir quem é o importador da Croft no Brasil. Se alguém souber, deixe um comentário...

E vejam só a divulgação que a Casa faz sobre o novo Porto:

A Casa Croft é uma das mais antigas casas de vinho do Porto, fundada em 1588 há mais de quatro séculos. É proprietária de uma das mais famosas propriedades do Douro, a Quinta da Roeda, cujos vinhos são a essência do distintivo estilo da Croft.

Este inovador estilo de Porto é elaborado a partir de uma nova técnica que consegue a extracção de uma sedutora cor rosé bem como de aromas muito frutados e frescos, devido ao limitado contacto do sumo com as películas das uvas durante a fermentação.

As castas utilizadas foram as tradicionais do vinho do Porto, o que confere uma elegância excepcional ao vinho.

O resultado final é um vinho muito elegante e frutado, com um paladar delicioso e um final seco, muito atractivo. Pretende ser uma alternativa de consumo nos meses mais quentes quando, normalmente, o vinho do Porto não é opção.


14 de jun. de 2008

A nova Espírito do Vinho

Não sei se vocês têm passado pela Cobal do Humaitá, ultimamente, mas para quem não reparou, ela está se tornando, na prática, o Shopping de Vinhos do Rio de Janeiro, devido à grande quantidade de lojas lá instaladas especializadas em nossa bebida predileta.

A Espírito do Vinho é uma das pioneiras, mas recentemente tomou um banho de loja que vale a pena conferir. O espaço ao lado, bem maior do que o original, foi acrescentado às instalações e, após uma reforma caprichada, se transformou no mais bonito espaço da Cobal.


Uma bela iluminação, bastante espaço para garimpar os vinhos e alguns toques diferenciados, como os móveis feitos com madeira de caixas de vinho, tornam muito mais agradável o ato de se comprar vinhos.


E, no segundo andar, foi construído um espaço para degustações, palestras e cursos, muito bem bolado em seus detalhes.

A lojinha original continua lá, mas agora é considerada o Espaço Portugal, só com vinhos da terrinha. E a nova loja exibe a excelente carteira de vinhos da Importadora Decanter. Vale a pena uma visita.

29 de mai. de 2008

França se rende ao Novo Mundo


Depois de muito desprezar o apetite internacional por vinhos vulgares, a França decidiu permitir que os produtores passem a produzir vinhos frutados, à moda do Novo Mundo.

Chips e outras técnicas estrangeiras serão toleradas em uma nova categoria de vinhos de qualidade média que será identificada pela casta em lugar da origem.

Embora uma heresia para os tradicionalistas, isso significa, por exemplo, que a Gewurztraminer, a clássica uva da Alsácia, poderá ser cultivada em qualquer lugar da França e ser comercializada como a nova categoria Vinho da França.

Pela nova lei, o rótulo da garrafa identificará o vinho como Merlot, Cabernet, Grenache ou outra variedade, assim como a safra.

O presidente Sarkozy e seu gabinete aprovaram as medidas como parte de um plano quinqüenal destinado a recuperar o mercado perdido para os vinhos do Novo Mundo. Com sua classificação antiquada e a mística do terroir, a França perdeu mercado nos últimos 15 anos, enquanto o consumo mundial crescia.

O Novo Mundo conquistou adeptos com aquilo que os franceses desprezam como vinhos simples, padronizados, frutados e com marcas comerciais. Compradores de supermercados preferem rótulos com marsupiais australianos àqueles com Appellation d'origine contrôlée de pequenos e obscuros vilarejos com nomes de seis sílabas. "O vinho francês é complicado e poucas vezes compreendido.", diz o Ministério da Agricultura.

Embora o novo esquema possa ofender os puristas, as reações até agora não foram tão redicais. "Eu confio no savoir faire dos produtores franceses. Nós não desceremos tanto quando os americanos, que fazem vinhos rosés açucarados e frisantes como um refrigerante." diz o sommelier do Hotel Ritz em Paris.

Atualmente, a França, ex-referência mundial em vinhos, exporta menos garrafas do que a Itália e a Espanha. Foi batida pela Austrália, no mercado britânico, há 3 anos. No entanto, graças aos produtos de alta qualidade de Champagne, Bordeaux e Borgonha, os franceses ainda lideram o mercado em termos de valor, com 35% das vendas, contra 25% do Novo Mundo. Mas a briga agora será pelos novos consumidores da Índia e da China.

A indústria francesa, em geral, aprovou as novas medidas, que foram criadas e aperfeiçoadas nos dois últimos anos.

Os produtores insistem que o novo sistema visa desenvolver os vinhos mais simples, preservando as antigas restrições de qualidade dos vinhos AOC.

24 de mai. de 2008

Estudantes inventam alternativa para rolha


Estudantes da Universidade da Califórnia-Davis inventaram um novo produto para vedação de garrafas de vinho que combina a aeração das rolhas de cortiça com a praticidade da tampa de rosca.

A invenção venceu o concurso anual da universidade e rendeu 15.000 dólares a título de financiamento para iniciar o negócio.

O projeto se consiste em um disco de plástico e de metal, com um custo de 5 centavos de dólar, colocado dentro da tampa. Simulando a cortiça, a tampa deixa entrar a quantidade necessária de oxigênio, permitindo a perfeita evolução do vinho.

O enólogo e estudante de administração Tim Keller explicou que a invenção da equipe pode ser ajustada para os diferentes tipos de vinho: mais oxigênio para a Cabernet Sauvignon, menos oxigênio para a Pinot Noir, por exemplo.

Tudo indica que em breve teremos muitos vinhos com essa engenhoca.

E você? Beberia um vinho com essa vedação?

14 de mai. de 2008

Lançamento do Salton Lunae

Notícia veiculada na página da Rádio Viva, da Serra Gaúcha

Uma novidade chega ao mercado nacional neste mês de maio direto da Serra Gaúcha. A Salton reinventa o vinho frisante e lança o Salton Lunae, um sabor sofisticado e perfeito para o clima tropical brasileiro. A exemplo do rosé, que conquistou paladares exigentes nos últimos anos, os frisantes prometem ser a nova tendência para acompanhar pratos leves e serem saboreados em dias mais quentes.

Exemplo disso já pode ser observado no mercado da Argentina, onde a participação do frisante chega a 15% e, só nos últimos cinco anos, teve um crescimento na ordem de 30%. “Os frisantes estão na preferência dos jovens e das mulheres. As grandes vinícolas percebem essa mudança e estão desenvolvendo o produto, assim como aconteceu com o rosé”, destaca o enólogo e consultor da Salton, Angel Mendoza.

O Salton Lunae brinda os consumidores nas versões branco e rosé. “É leve e agradável. Não chega a ser um espumante, mas apresenta borbulhas que garantem o frescor”, explica o enólogo Lucindo Copat, diretor-técnico da Salton. Além disso, é ideal para acompanhar comidas leves, como peixes, frutos do mar, massas suaves, queijos leves, frangos, sopas e sorvetes.

Aliado ao novo sabor, o Salton Lunae traz outras inovações: será o primeiro da vinícola a ser lançado com tampa rosca (screw cap), perfeita para vinhos brancos, pois impede a passagem de ar e, ao mesmo tempo, é de fácil abertura. O rótulo, por sua vez, é impresso na garrafa, num processo em que o pó de vidro pigmentado na cor escolhida vai ao forno a uma temperatura de 600 graus, aderindo ao vidro. O conceito, moderno, tem o objetivo de traduzir a personalidade leve e agradável que o Salton Lunae irá revelar.

Com uma produção de 42,3 mil garrafas de branco e 42,3 mil garrafas de rosé, o Salton Lunae poderá ser encontrado nos principais supermercados do Brasil, casas especializadas e na Loja de Vinhos da Salton, em Tuiuty.

A elaboração

Com uvas oriundas dos vinhedos da Serra Gaúcha, com origem na França e na Itália, as versões branca e rosé do Salton Lunae destacam o mesmo processo de elaboração, diferenciando-se na escolhas das variedades. Para o branco, há o corte de Riesling, Semillon e Moscato, o que dá ao produto uma coloração clara esverdeada e aromas de flores brancas, cítricos e frutas como pêssego, maçã, limão e pomelo. Na versão rosé, há o acréscimo da variedade Cabernet Sauvignon, responsável pela coloração rosado clara. Os aromas revelam flores brancas, rosas, frutas como cereja, morango, framboesa e frutas cítricas. O leve desprendimento de finas borbulhas com formação de espuma branca, boa acidez e cremosidade são características comuns a ambos, assim como a graduação alcoólica de 11%.

9 de mai. de 2008

Apoio ao vinho nacional


A vitivinicultura brasileira será protegida contra a concorrência dos vinhos finos estrangeiros que aportam no país, foi a promessa do ministro Miguel Jorge nesta quinta (08) aos representantes de toda a cadeia produtiva do vinho, liderados pelos deputados Henrique Fontana e Pepe Vargas.

Entre as prováveis ações do governo está o aumento do valor mínimo de US$ 8,00 cobrados por caixa de 12 garrafas, além da elevação da TEC do Mercosul, de 27% para 35%. O Brasil vai sentar-se à mesa com a Argentina e o Chile para rediscutir e aumentar o valor.

Hoje, 74% dos vinhos finos consumidos no Brasil são estrangeiros, 20% argentinos, 24% chilenos e 30% outros, e só 26% do vinho é nacional.

(notícia veiculada na página de Affonso Ritter - www.affonsoritter.com.br)

8 de abr. de 2008

's Baggers - O Restaurante dos Jetsons

Foi recentemente inaugurado em Nüremberg, na Alemanha, uma casa futurista, totalmente automatizada, que está fazendo um sucesso estrondoso. Trata-se do 's Baggers, um restaurante que não faria feio se George e Jane Jetson decidissem aterrisar por lá.

Os pedidos são feitos num monitor touch screen - aquele em que você só seleciona com o dedo a opção desejada. Na tela, além do preço, pode-se verificar a foto dos pratos e informações sobre os nutrientes.
O comando é enviado diretamente à cozinha, que prepara tudo na hora e, após alguns minutos - tchan, tchan, tchan, tchan... - o prato é enviado para sua mesa deslizando por trilhos que serpenteiam o espaço aéreo do restaurante e oferecem um toque de Guerra nas Estrelas ao ambiente.

A carta de vinhos tem poucas e boas alternativas! Confiram ao lado! As garrafas tambem são enviadas pelos ares, mas o site do restaurante não explica como é feito o serviço. Será que também tem um robot-sommelier que abre e serve o vinho?

E, ao final, ainda tem a vantagem, é claro, de não precisar pagar os 10%!

Quem ficou curioso, pode conferir o vídeo promocional abaixo. Infelizmente é em alemão, o que para mim é grego! Mas só olhar as imagens dos pratos valsando pelo ar, já vale dar uma espiadinha...

25 de mar. de 2008

Vinhos de Monte Belo

Embrapa Uva e Vinho, Aprobelo, Embrapa Clima Temperado, Universidade de Caxias do Sul, Ufrgs e Finep lançam no dia 28/03/2008 o projeto da delimitação da área geográfica com a apresentação dos avanços dos trabalhos da Indicação Geográfica de vinhos e espumantes Monte Belo.

Será às 10h, no auditório da Prefeitura de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha.

(notícia publicada na newsletter de Affonso Ritter)

8 de fev. de 2008

Vinho dos Mortos

(matéria enviada pelo leitor Antônio Carlos Ferreira)


A interessante história do Vinho dos Mortos começa com a invasão francesa em Portugal, a mesma que fez a Família Real portuguesa fugir às pressas para o Brasil, evento do qual estamos comemorando os 200 anos.

Naquela época, os vinicultores da pequena vila de Boticas (Trás-os-Montes), temendo que as tropas invasoras se apoderassem de seus vinhos, decidiram enterrá-los no chão de saibro das adegas, abaixo das pipas e dos lagares.

Quando as tropas se retiraram e os moradores recuperaram suas casas, tiveram a grata surpresa, ao desenterrarem os vinhos, de verificar que os mesmos estavam muito melhores do que eram antes.

A partir daí, a moda se espalhou e os vinhos da região passaram a estagiar enterrados por 1 ou 2 anos, sendo apelidados de Vinho dos Mortos.

Infelizmente, nos dias de hoje, poucos vinicultores ainda preservam essa tradição. Para reverter o quadro, a Cooperativa Agrícola de Boticas e o Conselho Transmontano estão criando o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, uma espécie de museu vivo em que toda a cadeia de produção do vinho será exposta, de forma a ajudar na preservação desse método secular de vinificação.

A próxima vez que eu for a Portugal, com certeza irei comprar algumas garrafas desse vinho, de inquestionável apelo mercadológico, e organizar uma degustação no São João Batista! Alguém se habilita?

As 16 freguesias do Conselho de Boticas

22 de jan. de 2008

Surpresa nos Prêmios do Wines of Chile

O mundo dos vinhos chilenos virou de cabeça para baixo, semana passada, quando os resultados do 5° Prêmio do Wines of Chile foram anunciados em Santiago.

Não foram concedidas medalhas de ouro para os Cabernet Sauvignon da renomada região do Valle de Maipo, nem para as variedades brancas do Valle de Casablanca, a região mais conhecida por produzir vinhos de qualidade em clima frio.

Tampouco os Chardonnay e os Merlot foram agraciados com o ouro, enquanto que os vinhos de Carmenère receberam mais medalhas douradas do que qualquer outra categoria.

O troféu de Melhor Vinho na Mostra foi para o corte tinto Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004.

Cinco dos nove troféus restantes foram divididos entre dois produtores: Falerna (também proprietário da Viña Mayu) e Anakena.

Eduardo Chadwick, proprietário da Vinícola Arboleda e vencedor do troféu Carmenère, disse que ficou surpreso com o resultado: - "Existem muitos vinhos desconhecidos. Agora o que eu quero é visitar esses produtores. O Chile está mudando muito rapidamente!"

Michael Cox, do Wines of Chile, disse que os prêmios refletem a diversidade de estilos chilena: - "Existem troféus para todos os pontos cardeais. É bom ver as regiões mais novas apresentarem bons resultados, e um troféu Cabernet para o Valle de Maule é um bom indicativo de que existem vinhos que vem melhorando bastante, mesmo em regiões tão tradicionais como essa!"

Durante um seminário no evento, Joanna Simon, correspondente de vinhos do Sunday Times inglês, instou os produtores chilenos a diminuirem o teor alcoólico e o uso de carvalho para melhor atingir a crescente preferência dos consumidores da Grã-Bretanha por vinhos mais leves.

A lista completa de troféus por categoria é a seguinte:

Sauvignon Blanc
: Falernia Alta Tierra Sauvignon Blanc 2007 – Elqui Valley
Outros brancos: Anakena Roots of the Andes Single Vineyard Viognier 2007 – Rapel, Alto Cachapoal
Pinot Noir: Anakena Ona Pinot Noir 2007 – Rapel, Alto Cachapoal
Carmenère: Arboleda Carmenère 2006 – Colchagua
Syrah: Viña Mayu Reserve Syrah 2006 – Elqui Valley
Corte tinto: Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004 – Cachapoal
Cabernet Sauvignon: Tabontinaja Gillmore Hacedor del Mundos Cabernet Sauvignon Reserve 2005 - Maule
Melhor da Mostra: Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004 – Cachapoal
Melhor compra branco: Falernia Alta Tierra Sauvignon Blanc 2007 – Elqui Valley
Melhor compra tinto: Luis Felipe Edwards Reserve Cabernet 2006 - Colchagua

(Livremente traduzido de um artigo de Beverley Blanning MW, na revista Decanter On-line)

17 de jan. de 2008

O "Julgamento de Paris" no cinema.

E, vejam só, em dose dupla!

Um filme sobre o já famoso Julgamento de Paris de 1976, o "Bottle Shock", estreará amanhã (18/01/2008) no Festival de Cinema de Sundance. É um dos dois filmes rivais sobre o mesmo acontecimento.

O "Bottle Shock" sai na frente do rival "The Judgment of Paris", que ainda não iniciou as filmagens. Mas os produtores desse segundo filme é que compraram os direitos sobre o livro de 2005, sobre a degustação e a história de Steven Spurrier, o dono da loja parisiense que organizou o desafio.

No entanto, são dois projetos bastante distintos. O primeiro pode ser chamado de versão "vinho branco". A história gira em torno do Chateau Montelena, cujo Chardonnay venceu a prova, apresentando o conflito entre pai e filho, o proprietário da vinícola (interpretado por Bill Pullman) e seu filho Bo (Chris Pine).

No filme, Bo é um jovem surfista com dificuldades de relacionamento com o pai, simbolizadas pelas lutas de boxe que os dois protagonizam no filme. O diretor e roteirista Randall Miller insiste que o filme é o "mais perto possível da realidade"!

"É uma versão totalmente Hollywoodiana", diz o verdadeiro Bo Barret! "Mas eu gostei muito do filme, é uma carta de amor ao mundo dos vinhos! E, claro, vai despertar a atenção para o Chateau Montelena!"

O verdadeiro Spurrier, no entanto, não gostou muito do roteiro, onde ele é retratado como um inglês esnobe em incidentes completamente fictícios: "Eu fiquei profundamente ofendido pela forma incorreta como eu e meu negócio fomos apresentados!"

O filme rival - a versão "vinho tinto" - está com o roteiro praticamente terminado, mas está emperrado pela greve dos roteiristas de Hollywood. Kamen, o roteirista, diz que o filme será focado na vida de Warren Winiarski, fundador da vinícola Stag's Leap, produtora do Cabernet vencedor, e nos fatos contados no livro de George Taber, o único jornalista presente ao evento. O outro personagem principal é Spurrier.

"Estamos tentando contar a verdadeira história!" - diz o co-produtor Clark Peterson.

Quanto a nós, enófilos brasileiros, só nos resta torcer para que os dois filmes sejam distribuídos por aqui, para que possamos fazer o nosso próprio Julgamento do Brasil sobre os mesmos!

(Livremente traduzido de um artigo de Elin McCoy, publicado no blog de Steve Barnes)

14 de jan. de 2008

Preços das importadoras no ar

Um certo comentarista de uma determinada rádio... Espere aí! Isso não é a maneira correta de se informar os leitores!

Vamos começar tudo de novo:

Renato Machado, comentarista da Rádio CBN, tem um programa de segunda a sexta, às 13:55h, falando sobre vinhos! Fiquei surpreso ao ouvir que o programa do dia 14/01/2008, foi dedicado à matéria publicada no EnoEventos sobre as margens das importadoras brasileiras.

Infelizmente, Renato Machado não se dá ao trabalho de informar que a fonte da matéria que ocupou todo o programa daquele dia, revelando até os percentuais obtidos pela nossa pesquisa, foi o EnoEventos. Apenas diz que foi um estudo realizado por um enófilo do Brasil! Tenha dó!!!

Clique aqui para ouvir o programa de um certo comentarista...

3 de jan. de 2008

Estados Unidos batem a Itália


O mercado de vinhos nos Estados Unidos, segundo as projeções, cresceu em 2007 pelo 15° ano seguido. Estima-se que o consumo foi de 304 milhões de caixas de vinho.

Confirmados esses números, o consumo per capita na América será, pela primeira vez, superior ao da Itália, perdendo apenas para a França. Mas, mantido o ritmo atual de crescimento, também a França será derrotada por volta de 2015!

Dentre os motivos apontados para esse vigoroso crescimento, estão:
  • a constante propaganda sobre os efeitos benéficos do vinho para a saúde
  • o aumento sustentável do número de novos bebedores em idade legal
  • o crescimento do número de mulheres com alta renda no mercado de trabalho
  • a forma como o vinho vem sendo comercializado, com rótulos mais compreensíveis para o consumidor não especializado
     
  • 12 de dez. de 2007

    Prosecco em lata

    Mais uma postagem da série de embalagens modernosas: uma empresa alemã, a RICH Sales & Marketing GmbH, acaba de lançar no mercado internacional, o Prosecco Rich, o espumante da região italiana do Veneto, em lata!


    Além do espumante normal, com 10,5% de álcool, existem as versões Passion (com sabor de maracujá) e Royal (com sabor de morango e cassis), ambas com apenas 6,5% de álcool. Sem nem ao menos provar, já emito minha opinião sobre essas duas últimas: ARGHHHHH!

    OK, mas se a matéria é sobre Proseccos, por que a foto da modelo desnuda? Há uma explicação: a foto é nada mais, nada menos, do que da milionária Paris Hilton, em uma peça publicitária para o lançamento do RICH Prosecco!

    Tudo a ver com o nome do espumante!