3 de jun. de 2008

Encontro Mistral 2008


Encontro Mistral 2008 leva ao Rio de Janeiro grandes estrelas do mundo do vinho, dia 12 de junho, no Sofitel!

O público poderá conhecer e degustar cerca de 500 grandes rótulos importados pela Mistral, alguns raríssimos e para descobrir os segredos de cada garrafa e cada safra, o visitante poderá conversar pessoalmente com enólogos e proprietários, verdadeiras celebridades do mundo do vinho, que “muitas vezes não participam nem dos principais eventos vinícolas da Europa e Estados Unidos”, afirma Ciro Lilla.

Entre eles, estão Telmo Rodríguez, um dos mais talentosos enólogos da Espanha, que garimpou vinhedos em todo o país, produzindo vinhos de personalidade e imbatível relação qualidade-preço; e Luis Pato, conhecido como o “revolucionário da Bairrada” por ter produzido excelentes vinhos com a casta Baga, antes desprezada por dar vinhos rústicos, tânicos e ácidos.

Da Itália, vêm muitos grandes nomes. Entre eles, a brasileira Noemia d’Amico, que, ao lado do marido Paolo, comanda a vinícola D'Amico – situada em uma belíssima região do Lazio – e não poupa dedicação para aprimorar seus vinhos, que estão melhores a cada safra.

Pertencentes à lendária Vega Sicília, participam do evento as bodegas espanholas Alión, um dos grandes nomes da Ribera del Duero, e Pintia, recente projeto na emergente região de Toro. Outra atração será Biondi Santi, vinícola que criou o reputado Brunello di Montalcino e foi a primeiro a engarrafá-lo com este nome, em 1888. Seus vinhos são raríssimos, e quase nunca degustados em eventos de grande porte, nem mesmo na Europa.

Esta edição contará com grandes lançamentos, como a vinícola espanhola Anima Negra, que produz ‘cult wines’ em minúsculas quantidades na ilha de Mallorca, e a brasileira Vallontano, comandada pelo enólogo Luís Henrique Zanini, que busca elaborar vinhos que reflitam o solo e o clima de seus vinhedos, em Bento Gonçalves, Serra Gaúcha.

Também participam do evento pela primeira vez, o italiano Andrea Franchetti, proprietário da toscana Tenuta di Trinoro, onde elabora alguns dos mais cultuados vinhos do país, com castas típicas de Bordeaux, e da siciliana Passopisciaro, um projeto que em poucos anos de atividade já tem os melhores vinhos da região; e o enólogo Pascal Jolivet, uma das maiores estrelas do Loire na atualidade, que produz pequenas quantidades de vinhos elegantes, utilizando práticas não intervencionistas e alguns dos mais privilegiados terroirs da região.

Outros destaques da edição – O Encontro Mistral 2008 terá ainda muitos outros participantes de destaque, como o enólogo Florent Baumard, proprietário da Domaine Baumard, considerado o rei da casta Chenin Blanc e um dos maiores nomes do vinho da França, e Johann Krige, da sul-africana Kanonkop, domaine de enorme prestígio, com longa tradição em produzir os melhores Pinotage do país.

De Portugal, vêm dois outros grandes nomes: José Bento dos Santos, proprietário da Quinta do Monte d'Oiro, um industrial de sucesso cujas paixões sempre foram gastronomia e grandes vinhos e por isso, ele não poupa esforços para criar os melhores vinhos que seu terroir pode produzir; e Carlos Campolargo, indicado como “Produtor do Ano” em 2008 pela revista Blue Wine, cuja família é uma das maiores proprietárias de vinhos finos da Bairrada há três gerações.

Confira em www.mistral.com.br/encontro a lista atualizada dos produtores do Encontro Mistral 2008. A relação pode sofrer alterações e inclusão de novos nomes.

ENCONTRO MISTRAL 2008
Rio de Janeiro – Dia 12 de junho
Local: Sofitel - Av. Atlântica, 4240 – Tel. (21) 2525-1232
Horário: das 15h às 20h
Reservas e informações: (11) 3372-3400/ www.mistral.com.br/encontro
Preço: R$ 290,00 – Não há venda de ingressos no local

29 de mai. de 2008

França se rende ao Novo Mundo


Depois de muito desprezar o apetite internacional por vinhos vulgares, a França decidiu permitir que os produtores passem a produzir vinhos frutados, à moda do Novo Mundo.

Chips e outras técnicas estrangeiras serão toleradas em uma nova categoria de vinhos de qualidade média que será identificada pela casta em lugar da origem.

Embora uma heresia para os tradicionalistas, isso significa, por exemplo, que a Gewurztraminer, a clássica uva da Alsácia, poderá ser cultivada em qualquer lugar da França e ser comercializada como a nova categoria Vinho da França.

Pela nova lei, o rótulo da garrafa identificará o vinho como Merlot, Cabernet, Grenache ou outra variedade, assim como a safra.

O presidente Sarkozy e seu gabinete aprovaram as medidas como parte de um plano quinqüenal destinado a recuperar o mercado perdido para os vinhos do Novo Mundo. Com sua classificação antiquada e a mística do terroir, a França perdeu mercado nos últimos 15 anos, enquanto o consumo mundial crescia.

O Novo Mundo conquistou adeptos com aquilo que os franceses desprezam como vinhos simples, padronizados, frutados e com marcas comerciais. Compradores de supermercados preferem rótulos com marsupiais australianos àqueles com Appellation d'origine contrôlée de pequenos e obscuros vilarejos com nomes de seis sílabas. "O vinho francês é complicado e poucas vezes compreendido.", diz o Ministério da Agricultura.

Embora o novo esquema possa ofender os puristas, as reações até agora não foram tão redicais. "Eu confio no savoir faire dos produtores franceses. Nós não desceremos tanto quando os americanos, que fazem vinhos rosés açucarados e frisantes como um refrigerante." diz o sommelier do Hotel Ritz em Paris.

Atualmente, a França, ex-referência mundial em vinhos, exporta menos garrafas do que a Itália e a Espanha. Foi batida pela Austrália, no mercado britânico, há 3 anos. No entanto, graças aos produtos de alta qualidade de Champagne, Bordeaux e Borgonha, os franceses ainda lideram o mercado em termos de valor, com 35% das vendas, contra 25% do Novo Mundo. Mas a briga agora será pelos novos consumidores da Índia e da China.

A indústria francesa, em geral, aprovou as novas medidas, que foram criadas e aperfeiçoadas nos dois últimos anos.

Os produtores insistem que o novo sistema visa desenvolver os vinhos mais simples, preservando as antigas restrições de qualidade dos vinhos AOC.

24 de mai. de 2008

Estudantes inventam alternativa para rolha


Estudantes da Universidade da Califórnia-Davis inventaram um novo produto para vedação de garrafas de vinho que combina a aeração das rolhas de cortiça com a praticidade da tampa de rosca.

A invenção venceu o concurso anual da universidade e rendeu 15.000 dólares a título de financiamento para iniciar o negócio.

O projeto se consiste em um disco de plástico e de metal, com um custo de 5 centavos de dólar, colocado dentro da tampa. Simulando a cortiça, a tampa deixa entrar a quantidade necessária de oxigênio, permitindo a perfeita evolução do vinho.

O enólogo e estudante de administração Tim Keller explicou que a invenção da equipe pode ser ajustada para os diferentes tipos de vinho: mais oxigênio para a Cabernet Sauvignon, menos oxigênio para a Pinot Noir, por exemplo.

Tudo indica que em breve teremos muitos vinhos com essa engenhoca.

E você? Beberia um vinho com essa vedação?

Humor etílico XVIII

(publicado na revista Decanter de junho/2008)

14 de mai. de 2008

Lançamento do Salton Lunae

Notícia veiculada na página da Rádio Viva, da Serra Gaúcha

Uma novidade chega ao mercado nacional neste mês de maio direto da Serra Gaúcha. A Salton reinventa o vinho frisante e lança o Salton Lunae, um sabor sofisticado e perfeito para o clima tropical brasileiro. A exemplo do rosé, que conquistou paladares exigentes nos últimos anos, os frisantes prometem ser a nova tendência para acompanhar pratos leves e serem saboreados em dias mais quentes.

Exemplo disso já pode ser observado no mercado da Argentina, onde a participação do frisante chega a 15% e, só nos últimos cinco anos, teve um crescimento na ordem de 30%. “Os frisantes estão na preferência dos jovens e das mulheres. As grandes vinícolas percebem essa mudança e estão desenvolvendo o produto, assim como aconteceu com o rosé”, destaca o enólogo e consultor da Salton, Angel Mendoza.

O Salton Lunae brinda os consumidores nas versões branco e rosé. “É leve e agradável. Não chega a ser um espumante, mas apresenta borbulhas que garantem o frescor”, explica o enólogo Lucindo Copat, diretor-técnico da Salton. Além disso, é ideal para acompanhar comidas leves, como peixes, frutos do mar, massas suaves, queijos leves, frangos, sopas e sorvetes.

Aliado ao novo sabor, o Salton Lunae traz outras inovações: será o primeiro da vinícola a ser lançado com tampa rosca (screw cap), perfeita para vinhos brancos, pois impede a passagem de ar e, ao mesmo tempo, é de fácil abertura. O rótulo, por sua vez, é impresso na garrafa, num processo em que o pó de vidro pigmentado na cor escolhida vai ao forno a uma temperatura de 600 graus, aderindo ao vidro. O conceito, moderno, tem o objetivo de traduzir a personalidade leve e agradável que o Salton Lunae irá revelar.

Com uma produção de 42,3 mil garrafas de branco e 42,3 mil garrafas de rosé, o Salton Lunae poderá ser encontrado nos principais supermercados do Brasil, casas especializadas e na Loja de Vinhos da Salton, em Tuiuty.

A elaboração

Com uvas oriundas dos vinhedos da Serra Gaúcha, com origem na França e na Itália, as versões branca e rosé do Salton Lunae destacam o mesmo processo de elaboração, diferenciando-se na escolhas das variedades. Para o branco, há o corte de Riesling, Semillon e Moscato, o que dá ao produto uma coloração clara esverdeada e aromas de flores brancas, cítricos e frutas como pêssego, maçã, limão e pomelo. Na versão rosé, há o acréscimo da variedade Cabernet Sauvignon, responsável pela coloração rosado clara. Os aromas revelam flores brancas, rosas, frutas como cereja, morango, framboesa e frutas cítricas. O leve desprendimento de finas borbulhas com formação de espuma branca, boa acidez e cremosidade são características comuns a ambos, assim como a graduação alcoólica de 11%.

11 de mai. de 2008

Dica Eno-bibliográfica

Essa é uma dica quentíssima para quem lê em inglês!

Será lançado, próxima terça-feira, dia 13/05, pela amazon.com, o livro The Billionaire's Vinegar: The Mystery of the World's Most Expensive Bottle of Wine (O Vinagre do Bilionário: o Mistério da Garrafa de Vinho Mais Cara do Mundo), de Ben Wallace.

Segundo um crítico: "São os pequenos detalhes - o bouquet, o corpo, as notas, o final - que fazem desse livro um duradouro prazer, para ser degustado e lembrado por muito tempo depois de terminada a última página... De todas as espetaculares histórias sobre o comércio de vinhos, essa inesquecível e curiosa saga merece a denominação: um clássico."

A história é assim:

"Era a mais cara garrafa de vinho jamais vendida.

Em 1985, em um acalorado leilão na Christie's de Londres, um Château Lafite 1787 - uma de muitas garrafas encontradas em uma cave lacrada em Paris e, supostamente, pertencentes a Thomas Jefferson (ex-presidente dos Estados Unidos) - foi vendida por 156 mil dólares para um membro da família Forbes. O descobridor do tesouro, Hardy Rodenstock, era um desconhecido que havia se tornado colecionador de vinhos e tinha uma predileção por encontrar vinhos muito antigos.

Mas o disse-me-disse logo veio a tona. Por que Rodenstock não revelava a exata localização de onde as garrafas haviam sido encontradas? Será que elas eram parte de um butim nazista? Ou seu silêncio revelava um segredo ainda mais escandaloso?

Levaria mais de duas décadas até que essas perguntas fossem respondidas, envolvendo uma intrigante galeria de personagens: Michael Broadbent, o leiloeiro da Christie's que colocou sua reputação em jogo com essa venda recorde; Serena Sutcliffe, a elegante arqui-rival de Broadbent, cujo paladar é segurado por uma fortuna; e Bill Koch, um milionário da Flórida, decidido em revelar a verdade sobre Rodenstock.

Perseguindo a trama de Monticello a Londres, de Zurique a Munique, o autor oferece uma surpreendente história do vinho, contando sobre laboratórios europeus subterrâneos que fazem a datação de vinhos e sobre a deslumbrada temporada de Jefferson na França, onde ele tomou um porre de cultura parisiense."

O livro já está em pré-venda na Amazon.com por apenas US$16,47, mais frete (e lembrem que livro, ao contrário de nossos queridos vinhos, não paga imposto de importação).

Bem, ainda não existe previsão para o lançamento da edição em português, mas Will Smith, o super-astro de Hollywood, já comprou os direitos sobre o livro para produzir um filme que deverá estrear em 2010. Quem viver, verá!

9 de mai. de 2008

Apoio ao vinho nacional


A vitivinicultura brasileira será protegida contra a concorrência dos vinhos finos estrangeiros que aportam no país, foi a promessa do ministro Miguel Jorge nesta quinta (08) aos representantes de toda a cadeia produtiva do vinho, liderados pelos deputados Henrique Fontana e Pepe Vargas.

Entre as prováveis ações do governo está o aumento do valor mínimo de US$ 8,00 cobrados por caixa de 12 garrafas, além da elevação da TEC do Mercosul, de 27% para 35%. O Brasil vai sentar-se à mesa com a Argentina e o Chile para rediscutir e aumentar o valor.

Hoje, 74% dos vinhos finos consumidos no Brasil são estrangeiros, 20% argentinos, 24% chilenos e 30% outros, e só 26% do vinho é nacional.

(notícia veiculada na página de Affonso Ritter - www.affonsoritter.com.br)

3 de mai. de 2008

Produtos para Enófilos X


Seus convidados chegaram, estão todos com o bico seco, e você esqueceu de gelar o vinho branco... Completo desespero! Sem chance de esperar meia hora até que a garrafa no balde de gelo atinja a temperatura adequada. O que fazer?

Seus problemas acabaram! Chegou o RAVI Instant Wine Chiller, uma invenção canadense que promete gelar seu vinho na hora.

A engenhoca é tipo uma pequena serpentina, feita com o mesmo aço utilizado em tanques de fermentação, envolta em um líqüido que se torna muito, mas muito gelado, quando ela é guardada no congelador. O RAVI deve ser acoplado na boquinha da garrafa e, à medida em que o vinho passa pela serpentina, vai sendo gelado.

Uma entrada de ar, controlada com o dedo, permite aumentar ou diminuir a velocidade do serviço, prá mode obter a temperatura ideal de cada vinho. Você pode tanto dar uma leve resfriada em seu tinto, quando dar aquela quase congelada em seu branco!

Simples e genial, não é? Essa praticidade está a venda na amazon.com e custa 49,95 dólares.

1 de mai. de 2008

28 de abr. de 2008

Dica Eno-cinematográfica


O filme Caminhando nas Nuvens é estrelado por Keanu Reeves, a desconhecida Aitana Sanchez-Gijon e o legendário Anthony Quinn. Tem a direção de Alfonso Arau (aquele do excelente Como Água para Chocolate).

Com um roteiro improvável, conta a história de um ex-soldado que aceita fazer o papel de marido da filha grávida de um despótico e milionário vinhateiro mexicano de Napa Valley. O final, a gente já pode imaginar, não é?

Bem, se eu estou falando tão mal assim, por que estou dando essa dica? Porque para um enófilo, o filme é imperdível! A fotografia é belíssima, do início ao fim, mostrando os vinhedos e a vinícola de uma forma magistral.

As cenas da colheita e da pisa, embora um pouco piegas, são inesquecíveis. Mas o ponto alto do filme é a cena da geada que, embalada pela magnífica trilha sonora de Maurice Jarre, é prá lá de emocionante e de uma beleza plástica memorável!

Vale a pena! Vá correndo até sua locadora e peça esse DVD! Embora seja de 1995, com certeza eles devem ter!

Eu garanto que quem gosta de vinho vai assistir esse filme mais de uma vez, exatamente como vou fazer agora!

10 de abr. de 2008

Degustação da Compagnie de Vins de France

(colaboração de Teresa Jóia)


Em 30 de agosto de 2007, participei da degustação da Malbec de France, da Compagnie de Vins de France, oferecida pela representante comercial no Rio de Janeiro, a simpática Brigitte Stida. E ao final, por problemas de logística, não chegaram os outros dois vinhos da Compagnie, e ficou o convite para, assim que chegassem, uma nova degustação seria realizada. E assim foi feito.

Novo encontro foi realizado na ABS-RJ no dia 18 de março.

Trocamos figurinhas entre o Impernal, 100% Malbec, e o Les Paradis, também 100% Malbec.

Minhas impressões foram as melhores: "entre os três, meu coração balança"... Com certeza, os novos vinhos pedem acompanhamentos, mas são igualmente singulares, de boa persistência, esplêndidos aromas e de côr maravilhosamente rubi.

Agradeço mais uma vez a Brigitte pela oportunidade de degustar vinhos maravilhosos e de passar algumas horas em ótimas companhias!

Kátia Miranda, Brigitte Stida e Teresa Jóia

 

8 de abr. de 2008

's Baggers - O Restaurante dos Jetsons

Foi recentemente inaugurado em Nüremberg, na Alemanha, uma casa futurista, totalmente automatizada, que está fazendo um sucesso estrondoso. Trata-se do 's Baggers, um restaurante que não faria feio se George e Jane Jetson decidissem aterrisar por lá.

Os pedidos são feitos num monitor touch screen - aquele em que você só seleciona com o dedo a opção desejada. Na tela, além do preço, pode-se verificar a foto dos pratos e informações sobre os nutrientes.
O comando é enviado diretamente à cozinha, que prepara tudo na hora e, após alguns minutos - tchan, tchan, tchan, tchan... - o prato é enviado para sua mesa deslizando por trilhos que serpenteiam o espaço aéreo do restaurante e oferecem um toque de Guerra nas Estrelas ao ambiente.

A carta de vinhos tem poucas e boas alternativas! Confiram ao lado! As garrafas tambem são enviadas pelos ares, mas o site do restaurante não explica como é feito o serviço. Será que também tem um robot-sommelier que abre e serve o vinho?

E, ao final, ainda tem a vantagem, é claro, de não precisar pagar os 10%!

Quem ficou curioso, pode conferir o vídeo promocional abaixo. Infelizmente é em alemão, o que para mim é grego! Mas só olhar as imagens dos pratos valsando pelo ar, já vale dar uma espiadinha...

4 de abr. de 2008

A Ola


Quando se vai a um almoço ou jantar, mesa grande, muita gente, a hora do brinde é sempre uma confusão. Todos se levantando para alcançar a taça de quem está longe, inclinando-se sobre a mesa, ameaçando taças e garrafas. Sempre um momento de grande tensão!

Quando você pensa que já terminou, sempre aparece aquela pessoa, na outra ponta da mesa, que faz questão de bater em sua taça e você se vê obrigado quase a se estirar sobre o filé a parmeggiana, atropelando seus vizinhos. Um verdadeiro caos!

Em jantares-degustação, então, a coisa é bem mais complicada, pois sempre há sobre a mesa uma grande quantidade de taças de cristal, bem altas, bem instáveis, pedindo para serem derrubadas por um brindador mais afoito e até causando aquele efeito-dominó, que dizima com o estoque de Riedels do restaurante.

Pois bem, há algumas semanas atrás, eu participava de um desses jantares e, na hora do brinde, o Euclides Penedo Borges, presidente da ABS, nos ensinou que a moda no Rio de Janeiro é fazer o brinde do tipo ola.

E como funciona? É simples: o puxador do brinde, bate as taças com a pessoa à sua direita; esse por sua vez, com a pessoa a seu lado e assim sucessivamente, até que o brinde dê a volta em toda a mesa e retorne ao primeiro da lista.

É claro que não é nem metade tão divertido quanto o método tradicional, mas esse novo método, digamos Charmat, é bem mais civilizado e muito menos perigoso.

Desde então, tenho me dedicado, em todos os eventos de que participo, a passar adiante o ensinamento da ola. Adote você também essa prática!

Os restaurantes, penhorados, agradecem!

1 de abr. de 2008

Humor etílico XV

Sem palavras

25 de mar. de 2008

Vinhos de Monte Belo

Embrapa Uva e Vinho, Aprobelo, Embrapa Clima Temperado, Universidade de Caxias do Sul, Ufrgs e Finep lançam no dia 28/03/2008 o projeto da delimitação da área geográfica com a apresentação dos avanços dos trabalhos da Indicação Geográfica de vinhos e espumantes Monte Belo.

Será às 10h, no auditório da Prefeitura de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha.

(notícia publicada na newsletter de Affonso Ritter)

24 de mar. de 2008

Humor etílico XIV

(publicado no blog Napa Valley Wine Radio)

 

11 de mar. de 2008

O robot sommelier

(Colaboração e tradução da leitora Rosane Bardana)


Após uma degustação de 53 amostras (de vinho) identificou o vinhedo, as regiões de proveniência e as propriedades organolépticas


NEW YORK - Após uma degustação de 53 amostras de vinho, o impecável sommelier adivinhou o vinhedo (Barbera), as duas regiões de proveniência das garrafas e as propriedades organolépticas de cada uma - desde o aroma até o nível de acidez, desde a intensidade da cor vermelho-rubi até a traiçoeira presença de mofo na tampa - sem cometer nenhum erro. Quem fez esta avaliação irrepreensível não foi um sommelier de carne e osso mas um robô. Ou melhor, um aglomerado de sensores eletrônicos high-tech, organizados pelo professor Saverio Mannino, diretor do Departamento de Ciências e Tecnologias Alimentares e Microbiológicas da Universidade de Milão e autor do revolucionário estudo que foi parar na primeira página do Washington Post

O USO DOS RESTAURANTES - "Em um futuro próximo o robô-sommelier poderá substituir os verdadeiros sommeliers e poderá recomendar o vinho nos restaurantes" - teoriza o importante jornal Washington Post "os sofisticadíssimos elaboradores dotados de narizes e línguas eletrônicos logo logo serão mais úteis à indústria enogastrônomica do que os atuais degustadores humanos." Em algumas partes do mundo estes "tecno-degustadores" já assumiram o lugar à mesa. Uma companhia japonesa recentemente lançou no mercado o "Health and Food Advice Robot", capaz de identificar 30 tipos diferentes de vinhos e numerosos tipos de pão e queijo, oferecendo até mesmo sábios conselhos para a saúde.

NA AUSTRÁLIA E NA RÚSSIA - Na Austrália os supermercados já usam há muito tempo um sistema computadorizado capaz de classificar a carne, dando pontos de 1 a 5, de acordo com o corte, a cor, a maciez e o conteúdo de gordura. A nova moda contagiou também a Rússia. Na universidade de San Petersburgo o professor Andrey Legin patenteou uma língua eletrônica capaz de perceber a diferença entre uma varidedade enorme de drinks e de tipos de café.

OS LIMITES DA TECNOLOGIA
- Mas segundo os responsáveis pelos trabalhos (de colocar em prática os robôs) é ainda cedo para celebrar a morte de enólogos e gourmets. "Confiar demais nos cérebros eletrônicos é arriscado", afirma o cauteloso William Sessions, responsável pelo Ministério da Agricultura dos EUA - "os computadores podem ser atacados por um hacker e basta que um cyber-terrorista viole o software para que tudo vá para o espaço." - acrescenta William. Neste campo, segundos outros especialistas, as máquinas estão condenadas a um desafio ímpar. Diz o texto do Washington Post : "As línguas e os narizes eletrônicos precisam identificar corretamente algumas moléculas específicas em um pool de trilhões e, além disso, devem também calcular as infinitas maneiras de estas moléculas interagirem - uma operação que o cérebro humano executa automaticamente e sem o mínimo esforço." Mas segundo Anthony Diaz, diretor da revista enológica The Tastign Panel, há outros motivos que mostram que os sommeliers humanos nunca serão substituídos pelos sommeliers eletrônicos: " Nenhuma máquina no mundo é capaz de inventar uma linguagem difícil e pomposa típica dos sommeliers. É preciso uma especial habilidade humana para criar hipérboles para descrever cuidadosamente um vinho." - explica Anthony Diaz.

Corriere della Sera 10 marzo 2008

3 de mar. de 2008

Pommery ao entardecer

"J'ai voulu ce Domaine comme un livre ouvert, ouvert sur le monde, sur le temps..."
Louise Pommery



Não é sempre que eu posso iniciar a semana degustando um legítimo Champagne francês. E, principalmente, quando esse Champagne é um Pommery Brut Royal. Pois foi esse o convite que a Importadora La Vigne, de Curitiba, me fez, aproveitando a presença no Rio de Janeiro, de Guillaume Chamaillard, Diretor da Pommery para as Américas.

Guillaume Chamaillard, da Pommery, e Richard Bruinjé, da Importadora La Vigne

Foi ao entardecer de uma segunda-feira, um dia em que o aquecimento global resolveu mostrar suas garras no Rio de Janeiro. Entrar na Lidador, sabendo que um Champagne gelado me aguardava foi como entrar no paraíso. Aliás, a Lidador é um paraíso com qualquer tempo.

Cesar Velasco, representante da La Vigne no Rio, e Daniel, da Lidador

O Pommery Brut Royal é um Champagne fresco, elegante, macio, generoso, delicado, que fica marcando sua presença na boca por um longo tempo. Com intensos aromas florais e de frutas vermelhas, é tudo o que a gente pode querer num dia como aquele!

O preço ao consumidor, na própria Lidador, está por 190 reais, mas e daí? Vai dizer que não vale gastar uma graninha extra para toda a classe e o prazer que um Pommery nos proporciona?

Joaquim Cabral Guedes, da Lidador, e Guillaume Chamaillard

 

Tabela de safras do EnoBytes


Para aqueles que são maníacos por analisar as safras e saber quando melhor beber seus vinhos, a tabela de safras do site EnoBytes é um prato cheio. Ou melhor, uma taça cheia!

Clique aqui para obter a tabela em alta resolução.