
1 de abr. de 2008
25 de mar. de 2008
Vinhos de Monte Belo
Será às 10h, no auditório da Prefeitura de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha.
(notícia publicada na newsletter de Affonso Ritter)
24 de mar. de 2008
11 de mar. de 2008
O robot sommelier
(Colaboração e tradução da leitora Rosane Bardana)

Após uma degustação de 53 amostras (de vinho) identificou o vinhedo, as regiões de proveniência e as propriedades organolépticas
NEW YORK - Após uma degustação de 53 amostras de vinho, o impecável sommelier adivinhou o vinhedo (Barbera), as duas regiões de proveniência das garrafas e as propriedades organolépticas de cada uma - desde o aroma até o nível de acidez, desde a intensidade da cor vermelho-rubi até a traiçoeira presença de mofo na tampa - sem cometer nenhum erro. Quem fez esta avaliação irrepreensível não foi um sommelier de carne e osso mas um robô. Ou melhor, um aglomerado de sensores eletrônicos high-tech, organizados pelo professor Saverio Mannino, diretor do Departamento de Ciências e Tecnologias Alimentares e Microbiológicas da Universidade de Milão e autor do revolucionário estudo que foi parar na primeira página do Washington Post
O USO DOS RESTAURANTES - "Em um futuro próximo o robô-sommelier poderá substituir os verdadeiros sommeliers e poderá recomendar o vinho nos restaurantes" - teoriza o importante jornal Washington Post "os sofisticadíssimos elaboradores dotados de narizes e línguas eletrônicos logo logo serão mais úteis à indústria enogastrônomica do que os atuais degustadores humanos." Em algumas partes do mundo estes "tecno-degustadores" já assumiram o lugar à mesa. Uma companhia japonesa recentemente lançou no mercado o "Health and Food Advice Robot", capaz de identificar 30 tipos diferentes de vinhos e numerosos tipos de pão e queijo, oferecendo até mesmo sábios conselhos para a saúde.
NA AUSTRÁLIA E NA RÚSSIA - Na Austrália os supermercados já usam há muito tempo um sistema computadorizado capaz de classificar a carne, dando pontos de 1 a 5, de acordo com o corte, a cor, a maciez e o conteúdo de gordura. A nova moda contagiou também a Rússia. Na universidade de San Petersburgo o professor Andrey Legin patenteou uma língua eletrônica capaz de perceber a diferença entre uma varidedade enorme de drinks e de tipos de café.
OS LIMITES DA TECNOLOGIA - Mas segundo os responsáveis pelos trabalhos (de colocar em prática os robôs) é ainda cedo para celebrar a morte de enólogos e gourmets. "Confiar demais nos cérebros eletrônicos é arriscado", afirma o cauteloso William Sessions, responsável pelo Ministério da Agricultura dos EUA - "os computadores podem ser atacados por um hacker e basta que um cyber-terrorista viole o software para que tudo vá para o espaço." - acrescenta William. Neste campo, segundos outros especialistas, as máquinas estão condenadas a um desafio ímpar. Diz o texto do Washington Post : "As línguas e os narizes eletrônicos precisam identificar corretamente algumas moléculas específicas em um pool de trilhões e, além disso, devem também calcular as infinitas maneiras de estas moléculas interagirem - uma operação que o cérebro humano executa automaticamente e sem o mínimo esforço." Mas segundo Anthony Diaz, diretor da revista enológica The Tastign Panel, há outros motivos que mostram que os sommeliers humanos nunca serão substituídos pelos sommeliers eletrônicos: " Nenhuma máquina no mundo é capaz de inventar uma linguagem difícil e pomposa típica dos sommeliers. É preciso uma especial habilidade humana para criar hipérboles para descrever cuidadosamente um vinho." - explica Anthony Diaz.
Corriere della Sera 10 marzo 2008
Após uma degustação de 53 amostras (de vinho) identificou o vinhedo, as regiões de proveniência e as propriedades organolépticas
NEW YORK - Após uma degustação de 53 amostras de vinho, o impecável sommelier adivinhou o vinhedo (Barbera), as duas regiões de proveniência das garrafas e as propriedades organolépticas de cada uma - desde o aroma até o nível de acidez, desde a intensidade da cor vermelho-rubi até a traiçoeira presença de mofo na tampa - sem cometer nenhum erro. Quem fez esta avaliação irrepreensível não foi um sommelier de carne e osso mas um robô. Ou melhor, um aglomerado de sensores eletrônicos high-tech, organizados pelo professor Saverio Mannino, diretor do Departamento de Ciências e Tecnologias Alimentares e Microbiológicas da Universidade de Milão e autor do revolucionário estudo que foi parar na primeira página do Washington Post
O USO DOS RESTAURANTES - "Em um futuro próximo o robô-sommelier poderá substituir os verdadeiros sommeliers e poderá recomendar o vinho nos restaurantes" - teoriza o importante jornal Washington Post "os sofisticadíssimos elaboradores dotados de narizes e línguas eletrônicos logo logo serão mais úteis à indústria enogastrônomica do que os atuais degustadores humanos." Em algumas partes do mundo estes "tecno-degustadores" já assumiram o lugar à mesa. Uma companhia japonesa recentemente lançou no mercado o "Health and Food Advice Robot", capaz de identificar 30 tipos diferentes de vinhos e numerosos tipos de pão e queijo, oferecendo até mesmo sábios conselhos para a saúde.
NA AUSTRÁLIA E NA RÚSSIA - Na Austrália os supermercados já usam há muito tempo um sistema computadorizado capaz de classificar a carne, dando pontos de 1 a 5, de acordo com o corte, a cor, a maciez e o conteúdo de gordura. A nova moda contagiou também a Rússia. Na universidade de San Petersburgo o professor Andrey Legin patenteou uma língua eletrônica capaz de perceber a diferença entre uma varidedade enorme de drinks e de tipos de café.
OS LIMITES DA TECNOLOGIA - Mas segundo os responsáveis pelos trabalhos (de colocar em prática os robôs) é ainda cedo para celebrar a morte de enólogos e gourmets. "Confiar demais nos cérebros eletrônicos é arriscado", afirma o cauteloso William Sessions, responsável pelo Ministério da Agricultura dos EUA - "os computadores podem ser atacados por um hacker e basta que um cyber-terrorista viole o software para que tudo vá para o espaço." - acrescenta William. Neste campo, segundos outros especialistas, as máquinas estão condenadas a um desafio ímpar. Diz o texto do Washington Post : "As línguas e os narizes eletrônicos precisam identificar corretamente algumas moléculas específicas em um pool de trilhões e, além disso, devem também calcular as infinitas maneiras de estas moléculas interagirem - uma operação que o cérebro humano executa automaticamente e sem o mínimo esforço." Mas segundo Anthony Diaz, diretor da revista enológica The Tastign Panel, há outros motivos que mostram que os sommeliers humanos nunca serão substituídos pelos sommeliers eletrônicos: " Nenhuma máquina no mundo é capaz de inventar uma linguagem difícil e pomposa típica dos sommeliers. É preciso uma especial habilidade humana para criar hipérboles para descrever cuidadosamente um vinho." - explica Anthony Diaz.
Corriere della Sera 10 marzo 2008
3 de mar. de 2008
Pommery ao entardecer
"J'ai voulu ce Domaine comme un livre ouvert, ouvert sur le monde, sur le temps..."
Louise Pommery

Não é sempre que eu posso iniciar a semana degustando um legítimo Champagne francês. E, principalmente, quando esse Champagne é um Pommery Brut Royal. Pois foi esse o convite que a Importadora La Vigne, de Curitiba, me fez, aproveitando a presença no Rio de Janeiro, de Guillaume Chamaillard, Diretor da Pommery para as Américas.

Guillaume Chamaillard, da Pommery, e Richard Bruinjé, da Importadora La Vigne
Foi ao entardecer de uma segunda-feira, um dia em que o aquecimento global resolveu mostrar suas garras no Rio de Janeiro. Entrar na Lidador, sabendo que um Champagne gelado me aguardava foi como entrar no paraíso. Aliás, a Lidador é um paraíso com qualquer tempo.

Cesar Velasco, representante da La Vigne no Rio, e Daniel, da Lidador
O Pommery Brut Royal é um Champagne fresco, elegante, macio, generoso, delicado, que fica marcando sua presença na boca por um longo tempo. Com intensos aromas florais e de frutas vermelhas, é tudo o que a gente pode querer num dia como aquele!
O preço ao consumidor, na própria Lidador, está por 190 reais, mas e daí? Vai dizer que não vale gastar uma graninha extra para toda a classe e o prazer que um Pommery nos proporciona?

Joaquim Cabral Guedes, da Lidador, e Guillaume Chamaillard
Louise Pommery

Não é sempre que eu posso iniciar a semana degustando um legítimo Champagne francês. E, principalmente, quando esse Champagne é um Pommery Brut Royal. Pois foi esse o convite que a Importadora La Vigne, de Curitiba, me fez, aproveitando a presença no Rio de Janeiro, de Guillaume Chamaillard, Diretor da Pommery para as Américas.

Foi ao entardecer de uma segunda-feira, um dia em que o aquecimento global resolveu mostrar suas garras no Rio de Janeiro. Entrar na Lidador, sabendo que um Champagne gelado me aguardava foi como entrar no paraíso. Aliás, a Lidador é um paraíso com qualquer tempo.

O Pommery Brut Royal é um Champagne fresco, elegante, macio, generoso, delicado, que fica marcando sua presença na boca por um longo tempo. Com intensos aromas florais e de frutas vermelhas, é tudo o que a gente pode querer num dia como aquele!
O preço ao consumidor, na própria Lidador, está por 190 reais, mas e daí? Vai dizer que não vale gastar uma graninha extra para toda a classe e o prazer que um Pommery nos proporciona?

Tabela de safras do EnoBytes

Para aqueles que são maníacos por analisar as safras e saber quando melhor beber seus vinhos, a tabela de safras do site EnoBytes é um prato cheio. Ou melhor, uma taça cheia!
Clique aqui para obter a tabela em alta resolução.
24 de fev. de 2008
Beba quanto puder, pague quanto quiser...
Só na Alemanha isso poderia acontecer! O empresário Jürgen Stumpf abriu em Berlim, três weinerein (bar de vinhos) baseados na honestidade do cliente!Por 1 euro (cerca de 2,70 reais), você aluga uma taça de vinho e bebe quanto quiser!
Metade dos vinhos disponíveis são alemães (o que não é uma má pedida) e a outra metade vem do resto do mundo.
Ao final, na saída, tem uma jarra de vidro, sem ninguém conferindo, na qual se deposita o valor que se acredita como justo por aquilo que foi consumido!!!A cozinha também funciona na base da honestidade e as opções são pratos típicos alemães, feitos apenas com ingrediente orgânicos.
Os endereços das três casas são os seguintes:
Fra Rosa: Zionskirchstrasse 40 (49-30)657-06756.
Perlin (com P mesmo), Griebenowstrasse 5 ; (49-30)4069-0951.
Forum, Fehrbelliner Strasse 57; (49-30)600-53072.
É demais para a nossa cabeça, não é? Imaginem um bar como esses aqui no Brasil! Quanto tempo vocês imaginam que iria durar antes da bancarrota!
10 de fev. de 2008
WWF defende a rolha de cortiça
No último número da Revista Decanter (fevereiro/2008), fui surpreendido por um anúncio de página inteira da organização preservacionista WWF (World Wildlife Fund) defendendo a rolha de cortiça. A chamada do anúncio é:
As vinícolas mais importantes preferem a cortiça
(Leading wineries choose cork)
E listam alguns dos mais destacados produtores de vinho como exemplo: Cheval Blanc, Bollinger, Antinori, E. Guigal, dentre outros.
Explicam que a cortiça é um produto natural, renovável e reciclável e que sua colheita é uma das atividades que mais respeitam o meio-ambiente. Prosseguem lembrando que as florestas de sobreiros são fonte de renda para milhares de pessoas e sustentam uma das maiores bio-diversidades do mundo.
A propaganda não ataca diretamente as rolhas de plástico não-biodegradáveis, mas subentende-se que esse é o alvo da fúria desses ambientalistas.
Se você quiser apoiar essa campanha, visite http://www.panda.org/mediterranean/cork.
É bom a gente saber que, afora todo o charme que uma rolha de cortiça oferece ao nosso vinho de todos os dias, temos mais um motivo para preservar a tradição.
Abaixo a rolha de plástico!
9 de fev. de 2008
Os vídeos do Gary desbancam a Wine Spectator
Gary Waynerchuk tem um site de vinhos na Internet, Wine Library TV, no qual ele dissemina os vídeos sobre vinhos que ele mesmo produz. É uma empreitada e tanto, e o site já possui mais de 400 episódios.Eu gostei muito da página do Gary e cheguei mesmo a postar alguns de seus vídeos no blog do EnoEventos. No entanto, como os vídeos são em inglês e o Gary fala na velocidade da luz, aliado ao fato de que muitos dos vinhos apresentados não estão disponíveis no mercado brasileiro, a repercussão dessas postagens foi praticamente nula.
Daí então que eu tive a idéia de produzir os meus próprios vídeos, em português e com vinhos facilmente encontráveis no nosso mercado. A repercussão foi muito grande e os elogios foram unânimes. Claro que isso incentiva a continuar o trabalho.
Mas o maior incentivo que eu poderia ter tido, foi a notícia que correu ontem pela Internet, mostrando que o tráfego da Wine Library TV vem batendo de forma consistente, nos últimos meses, o movimento da revista ícone dos enófilos do mundo, a Wine Spectator. Vejam só o gráfico acima, com o movimento dos dois sites, que demonstra claramente esse fenômeno, para muitos surpreendente.
É claro que eu fiquei contente, pois posso ver o futuro promissor dos meus vídeo-vinhos. E o Gary, também, anda rindo a toa.
8 de fev. de 2008
Vinho dos Mortos
(matéria enviada pelo leitor Antônio Carlos Ferreira)

A interessante história do Vinho dos Mortos começa com a invasão francesa em Portugal, a mesma que fez a Família Real portuguesa fugir às pressas para o Brasil, evento do qual estamos comemorando os 200 anos.
Naquela época, os vinicultores da pequena vila de Boticas (Trás-os-Montes), temendo que as tropas invasoras se apoderassem de seus vinhos, decidiram enterrá-los no chão de saibro das adegas, abaixo das pipas e dos lagares.
Quando as tropas se retiraram e os moradores recuperaram suas casas, tiveram a grata surpresa, ao desenterrarem os vinhos, de verificar que os mesmos estavam muito melhores do que eram antes.
A partir daí, a moda se espalhou e os vinhos da região passaram a estagiar enterrados por 1 ou 2 anos, sendo apelidados de Vinho dos Mortos.
Infelizmente, nos dias de hoje, poucos vinicultores ainda preservam essa tradição. Para reverter o quadro, a Cooperativa Agrícola de Boticas e o Conselho Transmontano estão criando o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, uma espécie de museu vivo em que toda a cadeia de produção do vinho será exposta, de forma a ajudar na preservação desse método secular de vinificação.
A próxima vez que eu for a Portugal, com certeza irei comprar algumas garrafas desse vinho, de inquestionável apelo mercadológico, e organizar uma degustação no São João Batista! Alguém se habilita?

As 16 freguesias do Conselho de Boticas
A interessante história do Vinho dos Mortos começa com a invasão francesa em Portugal, a mesma que fez a Família Real portuguesa fugir às pressas para o Brasil, evento do qual estamos comemorando os 200 anos.
Naquela época, os vinicultores da pequena vila de Boticas (Trás-os-Montes), temendo que as tropas invasoras se apoderassem de seus vinhos, decidiram enterrá-los no chão de saibro das adegas, abaixo das pipas e dos lagares.
Quando as tropas se retiraram e os moradores recuperaram suas casas, tiveram a grata surpresa, ao desenterrarem os vinhos, de verificar que os mesmos estavam muito melhores do que eram antes.
A partir daí, a moda se espalhou e os vinhos da região passaram a estagiar enterrados por 1 ou 2 anos, sendo apelidados de Vinho dos Mortos.
Infelizmente, nos dias de hoje, poucos vinicultores ainda preservam essa tradição. Para reverter o quadro, a Cooperativa Agrícola de Boticas e o Conselho Transmontano estão criando o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, uma espécie de museu vivo em que toda a cadeia de produção do vinho será exposta, de forma a ajudar na preservação desse método secular de vinificação.
A próxima vez que eu for a Portugal, com certeza irei comprar algumas garrafas desse vinho, de inquestionável apelo mercadológico, e organizar uma degustação no São João Batista! Alguém se habilita?
6 de fev. de 2008
A Casa dos Sete Erros
A imponente mansão localizada à Av. Ipiranga, 76, em Petrópolis foi construída em 1884, por um afilhado do Barão de Mauá. Sua arquitetura é em estilo "Queen Ann" e o material foi todo importado da Inglaterra. É coisa muito fina!Devido a sua fachada assimétrica, foi apelidada pelos petropolitanos como a Casa dos Sete Erros.
Pois bem, na estrebaria dessa luxuosa residência, foi aberta uma filial da Bordeaux, uma mistura de loja e bar de vinhos. Eu já conhecia a Bordeaux da Estrada União-Indústria, de Itaipava, e aproveitei o feriado de carnaval para conhecer a filial de Petrópolis. É imperdível!
Com uma bela decoração e iluminação, o ambiente é muito aconchegante. Algumas mesas são localizadas nas antigas baias dos cavalos, feitas de ferro fundido inglês, o que oferece uma maior privacidade e dá um toque um pouco exótico a sua degustação.Mas eu acho melhor mesmo é sentar-se às mesas do jardim! Lá, você pode se deslumbrar com a beleza da mansão e, entre um gole e outro, procurar descobrir cada um dos sete "erros" da fachada! É diversão garantida!
28 de jan. de 2008
Mania de Bacalhau
O sorteio de um jantar no Bistrô da Barra, promovido pelo EnoEventos, foi ganho por André Paranhos, felizardo que já havia, recentemente, sido premiado em outro sorteio.
Segundo o oferecimento do Ivan e da Marilsa, proprietários do Bistrô, se o ganhador e eu fôssemos no mesmo dia, além do jantar "Mania de Bacalhau", ganharíamos uma garrafa magnum de Lagares do Cerrado Dão Touriga Nacional 2001! Como eu já conhecia esse maravilhoso vinho de outro jantar lá no Bistrô, é claro que eu faria qualquer coisa para bebê-lo. Se o André inventasse de jantar às 6 da manhã de uma segunda-feira chuvosa, lá estaria eu! Esse vinho valeria o sacrifício!
O Bistrô está todo reformado, agora muito mais aconchegante, com uma iluminação discreta, com velas à mesa e um serviço eficiente e atencioso.
Eu não conhecia o Mania de Bacalhau e fui positivamente surpreendido pela barganha que é! O Ivan oferece:
Tudo isso por 90 reais para 2 pessoas! Se fosse vinho, Mestre Schiffini diria que era prá comprar de caixa!
Iniciamos com um vinho branco Lisa, um 100% Moscatel, frutado e refrescante! Enquanto isso, o Lagares do Cerrado decantava!
Quando chegou a hora do Lagares, foi uma festa! Um vinho bom desses, em uma garrafa magnun, não é todos os dias que a gente pode!
O Ivan diz que os pratos de bacalhau são para dois, mas pela nossa avaliação, as porções são para muito mais gente! Pedimos Bacalhau com Batatas ao Murro e Floresta de Bacalhau, ambos os pratos deliciosos.
Quando chegou a sobremesa, eu passei, pois eu já havia exagerado! E olha que sobrou bacalhau! Mas meus companheiros de mesa ainda tiveram forças para experimentar uns sorvetes com molho de maracujá e de damasco, que vieram acompanhados de um surpreendente Licor de Cerveja (atenção, não é Licor de Cereja, não, é de CERVEJA!).
Foi um belo jantar! Boa comida, bons vinhos, bom papo e a companhia sempre agradável e simpática do Ivan e da Marilsa. Muito obrigado a vocês dois!
24 de jan. de 2008
Fusebox - Faça seu próprio vinho!
Pois o Fusebox Wine Blending Kit veio para permitir que você brinque de enólogo sem sair de casa! E o que é melhor: você pode convidar seus amigos e todos competirem para ver quem faz o melhor vinho!
Bem, é claro que você não vai percorrer toda a cadeia de produção, mas segundo a empresa que fornece o kit, você irá realizar apenas a parte mais nobre do trabalho do enólogo: o corte!
O Fusebox é composto por:
Isso me parece diversão segura! O único senão é o preço: essa brincadeirinha aí custa a bagatela de 120 dólares! Brincadeira cara essa!
Por esse preço, eu prefiro comprar um Amarone e reconhecer a derrota para os enólogos do Vêneto, sem nem ao menos entrar em campo!
23 de jan. de 2008
Enomatic - o céu dos enófilos
Quando eu estive na Toscana, fui visitar em Greve in Chianti, uma enoteca chamada Le Cantine, que se anuncia como a maior enoteca do Chianti. E realmente é muito grande!
Bem, eu achei que estava entrando no paraíso. E antes de morrer!
Lá, existem dezenas de Ilhas de Degustação temáticas, cada uma referente a um tipo de vinho. Por exemplo, tem ilhas para Brunellos, Vino Nobiles, Supertoscanos, Chiantis e todos os demais vinhos importantes da Toscana. Existem, também, ilhas para os grandes vinhos de outras regiões da Itália, como os Barolos e os meus preferidos Amarones.
Aqui estou eu em frente a uma dessas ilhas, a de Chianti Riserva:

Em cada uma delas, dezenas de garrafas de vinhos diferentes, dos quais você pode se servir na base do "paga quanto bebe"! É só comprar um cartão eletrônico - que pode ser de 10 a 25 euros - colocá-lo na escaninho da ilha e se servir.
Naquele momento, eu achei que essas maquininhas milagrosas haviam sido criadas especialmente para essa enoteca. Nunca me passou pela cabeça, que fosse um produto comercial, de linha, disponível para qualquer loja ou bar de vinho, conforme pude verificar recentemente.
Trata-se do Enomatic, um sistema de servir vinho automaticamente, que está disponível em 3 modelos:
- linear, para 4 ou 8 garrafas
- quiosque para 16 garrafas
- carrinho para 8 garrafas
É claro que nenhum de nós é maluco o suficiente para comprar um desses para ter em casa. Mas o que nós devemos fazer é exigir que nossas lojas e bares favoritos adquiram um desses modelos, para que possamos experimentar o vinho antes de comprá-lo. A gente paga pela prova, mas fica contente...
Bem, eu achei que estava entrando no paraíso. E antes de morrer!
Lá, existem dezenas de Ilhas de Degustação temáticas, cada uma referente a um tipo de vinho. Por exemplo, tem ilhas para Brunellos, Vino Nobiles, Supertoscanos, Chiantis e todos os demais vinhos importantes da Toscana. Existem, também, ilhas para os grandes vinhos de outras regiões da Itália, como os Barolos e os meus preferidos Amarones.
Aqui estou eu em frente a uma dessas ilhas, a de Chianti Riserva:
Em cada uma delas, dezenas de garrafas de vinhos diferentes, dos quais você pode se servir na base do "paga quanto bebe"! É só comprar um cartão eletrônico - que pode ser de 10 a 25 euros - colocá-lo na escaninho da ilha e se servir.
Naquele momento, eu achei que essas maquininhas milagrosas haviam sido criadas especialmente para essa enoteca. Nunca me passou pela cabeça, que fosse um produto comercial, de linha, disponível para qualquer loja ou bar de vinho, conforme pude verificar recentemente.
- linear, para 4 ou 8 garrafas
- quiosque para 16 garrafas
- carrinho para 8 garrafas
É claro que nenhum de nós é maluco o suficiente para comprar um desses para ter em casa. Mas o que nós devemos fazer é exigir que nossas lojas e bares favoritos adquiram um desses modelos, para que possamos experimentar o vinho antes de comprá-lo. A gente paga pela prova, mas fica contente...
22 de jan. de 2008
Surpresa nos Prêmios do Wines of Chile
Não foram concedidas medalhas de ouro para os Cabernet Sauvignon da renomada região do Valle de Maipo, nem para as variedades brancas do Valle de Casablanca, a região mais conhecida por produzir vinhos de qualidade em clima frio.
Tampouco os Chardonnay e os Merlot foram agraciados com o ouro, enquanto que os vinhos de Carmenère receberam mais medalhas douradas do que qualquer outra categoria.
O troféu de Melhor Vinho na Mostra foi para o corte tinto Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004.
Cinco dos nove troféus restantes foram divididos entre dois produtores: Falerna (também proprietário da Viña Mayu) e Anakena.
Eduardo Chadwick, proprietário da Vinícola Arboleda e vencedor do troféu Carmenère, disse que ficou surpreso com o resultado: - "Existem muitos vinhos desconhecidos. Agora o que eu quero é visitar esses produtores. O Chile está mudando muito rapidamente!"
Michael Cox, do Wines of Chile, disse que os prêmios refletem a diversidade de estilos chilena: - "Existem troféus para todos os pontos cardeais. É bom ver as regiões mais novas apresentarem bons resultados, e um troféu Cabernet para o Valle de Maule é um bom indicativo de que existem vinhos que vem melhorando bastante, mesmo em regiões tão tradicionais como essa!"
Durante um seminário no evento, Joanna Simon, correspondente de vinhos do Sunday Times inglês, instou os produtores chilenos a diminuirem o teor alcoólico e o uso de carvalho para melhor atingir a crescente preferência dos consumidores da Grã-Bretanha por vinhos mais leves.
A lista completa de troféus por categoria é a seguinte:
Sauvignon Blanc: Falernia Alta Tierra Sauvignon Blanc 2007 – Elqui Valley
Outros brancos: Anakena Roots of the Andes Single Vineyard Viognier 2007 – Rapel, Alto Cachapoal
Pinot Noir: Anakena Ona Pinot Noir 2007 – Rapel, Alto Cachapoal
Carmenère: Arboleda Carmenère 2006 – Colchagua
Syrah: Viña Mayu Reserve Syrah 2006 – Elqui Valley
Corte tinto: Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004 – Cachapoal
Cabernet Sauvignon: Tabontinaja Gillmore Hacedor del Mundos Cabernet Sauvignon Reserve 2005 - Maule
Melhor da Mostra: Viña La Rosa Ossa 6th Generation 2004 – Cachapoal
Melhor compra branco: Falernia Alta Tierra Sauvignon Blanc 2007 – Elqui Valley
Melhor compra tinto: Luis Felipe Edwards Reserve Cabernet 2006 - Colchagua
(Livremente traduzido de um artigo de Beverley Blanning MW, na revista Decanter On-line)
18 de jan. de 2008
17 de jan. de 2008
O "Julgamento de Paris" no cinema.
Um filme sobre o já famoso Julgamento de Paris de 1976, o "Bottle Shock", estreará amanhã (18/01/2008) no Festival de Cinema de Sundance. É um dos dois filmes rivais sobre o mesmo acontecimento.
O "Bottle Shock" sai na frente do rival "The Judgment of Paris", que ainda não iniciou as filmagens. Mas os produtores desse segundo filme é que compraram os direitos sobre o livro de 2005, sobre a degustação e a história de Steven Spurrier, o dono da loja parisiense que organizou o desafio.
No entanto, são dois projetos bastante distintos. O primeiro pode ser chamado de versão "vinho branco". A história gira em torno do Chateau Montelena, cujo Chardonnay venceu a prova, apresentando o conflito entre pai e filho, o proprietário da vinícola (interpretado por Bill Pullman) e seu filho Bo (Chris Pine).
No filme, Bo é um jovem surfista com dificuldades de relacionamento com o pai, simbolizadas pelas lutas de boxe que os dois protagonizam no filme. O diretor e roteirista Randall Miller insiste que o filme é o "mais perto possível da realidade"!
"É uma versão totalmente Hollywoodiana", diz o verdadeiro Bo Barret! "Mas eu gostei muito do filme, é uma carta de amor ao mundo dos vinhos! E, claro, vai despertar a atenção para o Chateau Montelena!"
O verdadeiro Spurrier, no entanto, não gostou muito do roteiro, onde ele é retratado como um inglês esnobe em incidentes completamente fictícios: "Eu fiquei profundamente ofendido pela forma incorreta como eu e meu negócio fomos apresentados!"
O filme rival - a versão "vinho tinto" - está com o roteiro praticamente terminado, mas está emperrado pela greve dos roteiristas de Hollywood. Kamen, o roteirista, diz que o filme será focado na vida de Warren Winiarski, fundador da vinícola Stag's Leap, produtora do Cabernet vencedor, e nos fatos contados no livro de George Taber, o único jornalista presente ao evento. O outro personagem principal é Spurrier.
"Estamos tentando contar a verdadeira história!" - diz o co-produtor Clark Peterson.
Quanto a nós, enófilos brasileiros, só nos resta torcer para que os dois filmes sejam distribuídos por aqui, para que possamos fazer o nosso próprio Julgamento do Brasil sobre os mesmos!
(Livremente traduzido de um artigo de Elin McCoy, publicado no blog de Steve Barnes)
14 de jan. de 2008
Preços das importadoras no ar
Vamos começar tudo de novo:
Renato Machado, comentarista da Rádio CBN, tem um programa de segunda a sexta, às 13:55h, falando sobre vinhos! Fiquei surpreso ao ouvir que o programa do dia 14/01/2008, foi dedicado à matéria publicada no EnoEventos sobre as margens das importadoras brasileiras.
Infelizmente, Renato Machado não se dá ao trabalho de informar que a fonte da matéria que ocupou todo o programa daquele dia, revelando até os percentuais obtidos pela nossa pesquisa, foi o EnoEventos. Apenas diz que foi um estudo realizado por um enófilo do Brasil! Tenha dó!!!
Clique aqui para ouvir o programa de um certo comentarista...
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